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A A.: A.: Símbolo de uma sociedade secreta fundada por Aleister Crowley. Expulso da Ordem da Golden Dawn (Aurora dourada), onde fora aceito em 1898, Crowley fundou a Argentum Astrum( Estrela de Prata) e começou a publicar os segredos da magia de seus rivais nos textos que chamou de The Equinox.Mas essa nova sociedade não conseguiu atrair novos adeptos ilustres. Por volta de 1914 seus membros stavam reduzidos a 38.
Aamon. Na demonologia européia medieval, um dos três espíritos perversos a serviço de Satanás, que comandava a primeira legião das regiões internas.
Aaron. Grande mago hebreu. Segundo a lenda, através dele Jeová realizou muitos milagres, inclusive a transformação de um bastão numa flor. Aaron foi o primeiro grande sacerdote mencionado no Velho Testamento (particularmente no Êxodo, Deuteronômio e Números), considerado Irmão de Moisés e Porta-Voz do mesmo Egito. Na teosofia ele é iluminado, o chefe da hierarquia dos Semeadores Iniciados.
Aaron. Famoso feiticeiro bizantino, homônimo do Aaron hebreu. Segundo a lenda, ele possuía as chaves mágicas de Salomão, e foi adepto da magia negra. Na demonologia, é considerado comandante das legiões de espíritos infernais.
Ab. A Na tradição mágica semita, Ab é um mês caracterizado por acontecimentos especiais.
Abadie, Jeanette. Feiticeira francesa que viveu no povoado de Sibourre, na Gasconha francesa. Enquanto ela dormia, um demônio a carregou para um sabá (reunião de feiticeiras), e quando ela acordou se encontrou cercada por numerosa companhia. Ela notou que o chefe dos demônios, como o deus romano Janus, possuía duas faces. Jeanette sauvou-se da fogueira após confessar tudo que lhe havia acontecido e renunciar a feitiçaria.
Abadon. Na demonologia, o chefe dos demônios do sétimo século, São João do Apocalipse, aplica esse nome (que significa O Destruidor) ao rei dos grasshopers.
Abaris. Feiticeiro cita, alto sacerdote de Apolo. Este o presenteou com um flecha de ouro com a qual Abaris podia viajar pelos ares como pássaro. Por isso, os gregos o chamavam de Aeróbata, Segundo uma lenda, Pitágoras foi seu aluno e roubou-lhe a seta de ouro. Abaris era capaz de controlar o tempo, predizer o futuro, afastar as doenças e viver sem comer nem beber. Ele vendeu para os troianos seu famoso talismã, o paládio (um atributo da deusa Palas Atena), que protegeria a cidade onde ele fosse colocado. Ocultistas modernos consideram Abaris um dos grandes iniciados da humanidade.
Abdel-Azis. Astrólogo árabe do décimo século. Escreveu um tratado fundamental de astrologia, que foi traduzido para o latim e publicado em 1473. A melhor edição desse tratado é considerada a que foi publicada em Veneza, em 1503, com o título Alchabitius cum Commento.
Abgurvadel. A lâmina mágica da feitiçaria da Islândia; era usada, na magia escandinava, em muitas operações ocultas.
Abigor. Demônio que comandava sessenta legiões infernais. Aparece como um famoso cavaleiro cavalgando um cavalo alado. Abigor conhece o futuro e todos os segredos da guerra.
Ab-i-Hayat. No “misticismo muçulmano, este termo denota a “ ä água da imortalidade”, ou “fonte da juventude”.
Ablanathanalba. No gnosticismo um termo similar a Abracadabra. Pode ser lido em qualquer sentido, e era usado como talismã, no antigo Egito.
Abracadabra. Palavra mágica de origem desconhecida. Segundo a crença, seu poder consiste em afastar malefícios, doenças e a morte. O cronista latino Wuintus Serenus Sammonicus, que acompanhou o imperador Severo à Bretanha, no ano de 20, menciona essa palavra num poema como uma cura para febres infecciosas, Eliphas Lévi, em seus tratamentos de magia, discute longamente o “triângulo mágico formado pelas letras da palavra abracadabra, e a conecta com outros conceitos mágicos inclusive com o simbolismo do tarô. Para melhores resultados, a palavra deve ser escrita na forma de um triângulo e usada ao redor do pescoço. Alguns estudiosos afirmam que abracadabra é uma corruptela do termo sagrado gnóstico abraxas, uma fórmula mágica significando, entre outras coisas, “proteja-me” ou “não me deixe cair em desgraça”. Outros insistem que ela deriva do aramaico abhadda kedabrah,”doença, desapareça desde mundo”. Essa fórmula mágica foi usada intensamente pelos primeiros gnósticos, que procuravam a proteção dos espíritos benevolentes ou combater a aflição.
Abramelin. Nome de um mago, conhecido através da transcrição, feita pelo inglês Samuel Mathers, de um manuscrito francês escrito provavelmente no século XVIII. Este manuscrito francês, por seu lado, era apresentado como uma tradução de um outro texto, de origem hebraica, descoberto por volta de 145. A doutrina central do Livro da Sagrada Magia de Abramelin, o Mago(disponível no Brasil em inglês ou em espanhol)é a de que o cosmos é povoado por hostes de anjos e demônios. Os demônios trabalham, em última instância, sob a direção dos anjos. O homem situa-se entre as forças Angélica e demoníaca. E a cada homem é designado um anjo protetor e um demônio tentador. Os grandes iniciados podem controlar os demônios. Veja Abrão, o Judeu.
Abrão, o Judeu. Alquimista, mago e filósofo, nascido em cerca de 1362. Iniciou seus estudos no ocultismo sob a orientação de seu pai, continuando depois com um professor de nome Moisés. A fase seguinte de sua vida consiste em numerosas viagens. Atingiu o Egito onde aprendeu uma grande quantidade de segredos da escola de magia de Abramelin. De posse dessa sabedoria secreta, e de uma quantidade de documentos que lhe foram dados pelo próprio Abramelin, Abrão retornou à Europa, fixando-se em Wursburg(Alemanha) e dedicou-se à alquimia. Ele instruiu seus dois filhos na arte da magia, proporcionou imensos dotes para suas três filhas e produziu impressionantes atos de magia na presença de pessoas famosas e importantes da época, inclusive o imperador Sigismundo da Alemanha e Henrique VI da Inglaterra. Muitos dos fatos concernentes a Abrão, o Judeu, estão contidos num curioso manuscrito que se encontra guardado na Biblioteca do Arsenal, em Paris. Este manuscrito num estilo que indica que seu autor era um semiliterato do século XVIII, apresenta-se como uma tradução de um original hebraico. Seu título completo é O Livro da Sagrada Magia de Abramelin, Conforme Passado por Abrão, o Judeu, para Seu Filho Lamech. O conteúdo do manuscrito consiste na descrição das viagens de Abrão em busca de sabedoria.
A segunda parte do documento é baseada nos textos que Abrão trouxe do Egito, e trata dos rudimentos da magia: o que é a magia? Quais as coisas que devem ser consideradas antes de se iniciar uma operação de mágica? Como convocar os espíritos? A última parte atinge o cerne da matéria, tratando de técnicas de provocar visões, reter espíritos familiares , dominar tempestades , transformar coisas e pessoas em diferentes formas e figuras, voar através dos ares, destruir edifícios, curar doenças, descobrir objetos roubados, e caminhar debaixo d’água. Muitas dessas façanhas são realizadas pelo emprego adequado de quadrados e signos cabalísticos.
Abraxas. Termo místico muito usado entre os gnósticos. Suas origens remontam a Basílio de Alexandria, que o usou no segundo século de nossa era como um título de divindade. Na numeração grega, as sete letras da palavra denotam o número 365, os dias do ano solar, representando um ciclo completo da ação divina. Além disso, supunha-se que 365 era a soma total dos espíritos que emanaram diretamente de Deus. Quando gravada em pedras ou gemas preciosas e usada como amuleto, a palavra protege a pessoa contra doenças e ferimentos. Existem muitos tipos de amuletos baseados no nome sagrado do espírito gnóstico: os que têm cabeça de galo, leão, ou de homem; os que consistem em letras hebraicas.
Abred. Na religião celta, o mais interno dos círculos existenciais, onde todas as coisas têm a sua fonte. Veja Druídas.
Abstinência. Ritual mágico que requer cuidadosa preparação. Para convocar o demônio, o mago prepara-se, em primeiro lugar, através da abstinência, ou por outros meios destinados a incrementar seus poderes. Eliphas Lévi recomenda, antes de se proceder a um ritual ou operação mágica, um mínimo de sono e abstinência de sexo, bebidas tóxicas e carne.
Acônito. Substância vegetal, sedativo cardíaco e respiratório. Era um ingrediente muito comum em ungüentos preparados por feiticeiras medievais.
Adamantius. Médico judeu de Constantinopla. Durante o reinado do imperador romano Constantino , Adamantius produziu um tratado de fisiognomia, uma ramificação das arte ocultas.
Adão Kadmon. Expressão hebraica associada com a expressão aramaica Adam Kadmaah. De significado místico, ela denota o protótipo da espécie humana.
Adão, Livro de Penitência de. Título de um manuscrito guardado na Biblioteca do Arsenal em Paris. Ele mostra que a divindade Seth, do Egito, foi na verdade um grande iniciado da ciência oculta.
Adeptos. Homens que, através da negação de si mesmos e do crescimento interior, dominam as ciências ocultas e preparam a si mesmos para assumirem funções no controle e manipulação do mundo. Os Adeptos possuem, segundo a crença, conhecimentos e poderes superiores. A respeito diz Lewis Spencer: “Eles podem controlar as forças tanto do reino físico como do espiritual, e supostamente são capazes de prolongar suas vidas por muitos séculos. São também conhecidos como Grande Fraternidade Branca, Rishis, Rahats ou Mahatmas. Aqueles que desejam honestamente trabalhar pela melhoria do mundo podem tornar-se aprendizes ou chelas de Adeptos, e nesse caso os últimos são chamados de “mestres”. Mas o aprendiz necessita, em primeiro lugar, cumprir um aprendizado de negação do próprio ego e de crescimento interior, para que se possa servir aos instrutores. O mestre ensina um conhecimento e uma sabedoria que não podem ser encontrados de outra forma, e ajuda o aprendiz através da comunhão e da inspiração. Madame Blavatsky, fundadora da Sociedade Teosófica, alegava ser discípula de alguns desses mestres, afirmava que eles residiam nas montanhas tibetanas do Himalaia.
Adivinhação. Nome genérico para um enorme conjunto de técnicas mágicas destinadas a prever ou descobrir o futuro ou outros fatos desconhecidos. A adivinhação é praticada desde os tempos mais remotos até o presente imediato. Existe em todas as culturas, e em todos os níveis intelectuais. Assumiu uma grande variedade de formas. No século XI antes de Cristo(I Samuel 2,8,3), Saul proibiu a adivinhação pela necromancia. Todos os tipos de adivinhos, inclusive os intérpretes de sonhos, feiticeiros, necromantes, foram condenados pelos maiores profetas. Da mesma forma que a grande doutrina mágica do“acima, como abaixo”é o fundamento da astrologia, a sua conversão, abaixo, como acima”, é a base de muitas formas de adivinhação. Estudando os acontecimentos da terra, o feiticeiro ou adivinho pode descobrir as condições do céu. Ele pode, por exemplo, examinar o fígado de um carneiro para determinar se as condições celestes são favoráveis a um particular evento terrestre. Este e outros altamente ecléticos métodos de predição do futuro estão baseados na assunção de que acontecimentos aparentemente sem importância constituem, na realidade, parte de um grande desenho do universo, e indicam a direção na qual o universo, como um todo, está movendo-se. Entre os ramos da adivinhação estão:
Amniomancia. -- Observação do crânio de uma criança ao nascer.
Antropomancia. -- Consulta dos intestinos e órgãos internos de crianças sacrificadas (o imperador Juliano, o Apóstata, parece ter praticado este método de adivinhação)
Apantomancia. -- Observação de objetos que aparecem repentinamente.
Armomancia. -- Observação dos ombros e costas de um animal que foi sacrificado com esse propósito.
Aspidomancia. -- Adivinhação colocando-se no interior de um círculo mágico e caindo-se num estado de transe provocado pela recitação de fórmulas mágicas.
Belomancia. -- Adivinhação pela observação da trajetória de flechas.
Bibliomancia. -- Consulta de uma passagem ou linha de um livro, escolhida ao acaso.
Botanomancia. -- Adivinhação que queima os pequenos ramos de verbena ou outro vegetal, colocando-se no fogo, inscritas em papel, as perguntas que deverão ser respondidas.
Catoptromancia. -- Adivinhação por meio de lentes ou de espelhos mágicos. Esta prática esteve em voga na Roma antiga, e é mencionada por Apuleo, o filósofo e novelista romano, bem como por Pausanias, o viajor grego, e por Santo Agostinho.
Causimomancia. -- Adivinhação pelo fogo (quando o objeto jogado ao fogo não queimava, o prognóstico era muito propício).
Dafomancia. -- Observação da maneira pela qual um ramo de louro, jogado ao fogo, queimava.
Empiromancia. -- Observação de objetos jogados ao fogo sacrificial.B
Gastromancia. -- Adivinhação por meio de ventriloquismo
Geloscopia. -- Adivinhação pela interpretação do riso de uma pessoa.
Hepatoscopia. -- Observação do fígado de um animal morto.
Hipomancia. -- Observação do caminhar de um cavalo.
Ictiomancia. -- Observação das entranhas de um peixe.
Lampadomancia. -- Adivinhação por meio da chama de uma lâmpada ou vela.
Libanomancia. -- Observação das volutas da fumaça do incenso.
Mararitomancia. -- Adivinhação por meio de pérolas.
Oeniática. -- Observação do vôo dos pássaros.
Ovomancia. -- Adivinhação por meio de jogar-se ovos ao fogo e observar-se de queforma rebentavam.
Quiromancia. -- Observação das linhas da mão.
Xilomancia.. -- Observação da posição dos gravetos no chão.
Adramelech. Um dos dez sefiroths negativos, ou do mal, comandados por Samael, o anjo do envenenamento. Em tempos remotos sacrificavam-se crianças a Adramelech. Seu culto originou-se provavelmente da Síria, sendo introduzido mais tarde na Samária. Na demonologia, Adramelech é considerado o grande embaixador do inferno, superintendente do guarda-roupa do demônio e presidente do supremo concílio do inferno. Ele freqüentemente aparece sob a forma de uma mula ou um pavão.
Aerólito. Pedra ou meteorito cuja origem se presume divina, e portanto merecedor de veneração. Eerólitos eram venerados na Fenícia, Síria e praticamente em todas as localidades do mundo antigo.
Aeromancia. Adivinhação baseada nas direções do vento. Uma das variações inclui atirar-se punhados de areia ou poeira ao vento, e estudar-se a forma resultante da nuvem de pó que se formava para responder-se à questão proposta. Outra variante consistia em jogar ao vento um punhado de sementes, as quais, ao cair ao solo, formavam um desenho ou figura que era interpretado de forma análoga à adivinhação pelas folhas de chá.
Agathodemon. Termo grego designando um demônio benéfico que acompanha a pessoa durante toda a vida, manifestando-se quando isso se faz necessário para proteger o indivídu9 de um perigo, ajudá-lo a resolver uma dúvida, etc. Afirmava-se que o filósofo Sócrates possuia um demônio desse tipo, de extraordinário poder.
Agnus Dei. Um disco de cerca estampado com a figura de um cordeiro. Usado ao redor do pescoço, era amuleto de proteção contra feitiços. Os juizes dos processos de feitiçaria eram aconselhados a usar Agnus Dei.
Os autores do Malleus Malleficarum
(edição especial de Planeta), um importante tratado medieval de feitiçaria, comentam sobre virtudes desse amuleto.
Agrippa von Nettesheim (l486-l535). Ocultista alemão, foi também diplomata, médico, filósofo e escritor. Produziu uma filosofia de tipo religioso, que era um amálgama de mística cabalistica, neoplatonismp e cristianismo. Viajou intensamente, e escreveu De Occulta Philosophia (l510), um tratado para a defesa da magia como uma síntese de ocultismo e ciência.
Akasha. O quinto elemento, ou estado da matéria, na filosofia pitagórica. Trata-se do éter celestial, ou luz astral, que ocupa todo o espaço.m certos ensinamentos budistas, é a substância cósmico-espiritual, o vasto reservatório do ser. Alasha é um dos cinco princípios elementares da natureza estudados pela ioga da India.
Akáshici, Arquivo Cósmico. Registro detalhado das atividades que cada um de nós já viveu ou viverá. Interpretado segundo a doutrina de que “tudo que foi é” e “tudo aquilo que será é”, o arquivo akásico pode ser consultado por videntes, seres especialmente dotados que conseguem, desta forma, descobrir os detalhes de suas vidas passadas e determinar qual a melhor forma de conduta a que deverão obedecer para trabalhar seus débitos cármicos. A consulta ao arquivo permite também prever o futuro. Um indivíduo que consegue penetrar na leitura do arquivo não deve usá-lo para fins de ganho pessoal, mas exclusivamente para fins de desenvolvimento espiritual. O concito de um registro fatalista é muito importante em religiões que defendem o principio da reencarnação.
Alberto, o Grande.(1193-1280). Erudito dominicano cujos interesses se estenderam também para os domínios do oculto. A tradição atribui-lhe o poder de convocar os mortos e a autoria de numerosos tratados ocultistas. Também conhecido co Grande
Alberto (Albertus Magnus), afirma-se que conseguiu inventar um andróide de latão, com uma cabeça falante. Este homem artificia (elaborado num periodo de trinta anos, de acordo com ensinamentos de astrologia) era capaz de responder a todas as questões. Ainda segundo a lenda, um discípulo de Alberto, Tomás de Aquino, enervou-se com o andróide e o destruiu. Alberto deixou uma famosa fórmula mágica para afastar as doenças:
Ofano, Oblamo, Ospergo,
Hola, Noa Massa,
Lux, Beff, Cletemati, Adonai,
Cleona, Florit,
Pax, Sax Sarax.
Afa Afca Nostra
Cerum, Heaium, Lada Frium.
Albigenses. Seita que surgiu na Itália e no Sul da França (próximo à cidade de Albi) no século XI. Também chamados novos maniqueus, ou cátaros, eles ensinavam a transmigração das almas dos seres imperfeitos (reencarnação). Foram quase totalmente exterminados por cruzadas organizadas exclusivamente contra eles, no século XIII.
Aleph. Primeira letra do alfabeto hebreu. Sobre ela, diz Elifas Lévi. “Ä primeira letra do alfabeto da língua sagrada, Aleph, representa um homem que se estende uma mão para o céu e outra para a terra. Trata-se de uma expressão do princípio ativo de todas as coisas; é a criação no céu correspondendo à onipotência do mundo inferior. Esta letra é um pentáculo em si mesma – isto é, um caractere que exprime a ciência universal. Suplementar aos signos sagrados do macrocosmo e do microcosmo, ela explica o duplo triângulo maçônico e a estrela de cinco pontas”.
All Hallow’s Eve (Halloween). Festival de origem druida, celebrado no dia 3l de outubro, na véspera do Dia de Todos os Santos, em todos os países de tradição britânica. Os druidas acreditavam que, nesse dia, Saman, o senhor da morte, convocava as almas de todos os homens maus, condenando-os a habitar corpos de animais. Esta é, tradicionalmente, uma noite onde se reúnem as feiticeiras, os demônios e os espíritos dos mortos.
Aloé. Planta usada pelos antigos semitas para afastar os maus espíritos. As flores de aloé eram penduradas na parte externa das portas.
Alquimia. A predecessora da química parece ter sua origem na cidade de Alexandria, no Egito, durante o primeiro século de nossa era. Nessa época, a arte prática da metalúrgia, desenvolvida pelos egípcios, fundiu-se com as especulações filosóficas dos gregos e com o misticismo das religiões do Oriente Próximo. Hermes Trismegisto é a principal figura à qual se atribui a origem da alquimia. Embora nos seus primórdios uma série de operações químicas práticas, baseadas na teoria então aceita da natureza e da matéria, a mentalidade mística dominante na época logo associou conotações divinas a elas, tais como a busca do elixir da longa vida e o segredo da imortalidade.
A alquimia atingiu seu apogeu na Idade Média, na Europa, quando homens ilustres como édia, na Europa, quando homens ilustres como oger Bacon acreditavam na transmutação dos metais ordinários em ouro. A história recorda que mais de um impostor foi levado à morte por falhar na produção da pedra filosofal. De acordo com Titus Burckhardt, a alquimia existe provavelmente desde os tempos pré históricos, e com certeza desde a metade do primeiro milênio depois de Cristo. Modernamente, os estudiosos da alquimia afirmam que as diferentes etapas do processo alquímico (ou seja, as diversas fases do trabalho de transmutação do metal ordinário em ouro) correspondem, na realidade, a etapas de um processo psicológico e espiritual, destinado a levar o praticante à conquista de estados superiores de consciência. Um moderno estudioso da alquimia, o psicólogo Carl Gustav Jung, investigou a matéria desse ponto de vista, chegando a conclusões extremamente importantes, que tiveram peso essencial na estruturação final da sua célebre psicologia arquetípica.
Alquimico, Simbolismo. A visão profunda de psicólogos ocidentais, como Jung, interpreta a vasta simbologia alquímica como um processo de confirmação da existência do inconsciente coletivo. O alquimista, na sua mística procura da matéria prima aristotélica, ou a base de todas as coisas, descobre elementos escondidos de sua própria alma, elementos esses que são, de forma geral, comuns a toda a humanidade.
Alveydre, Saint Yves D’. Ocultista moderno, autor de uma obra muito famosa, O Arqueômetro, onde procuram estabelecer as relações entre as letras, as cores e os planetas. Amanita Muscaria. Poderoso cogumelo alucinógeno, muito conhecido na Sibéria e no México, onde tem sido usado há muitos séculos pelos xamãs e feiticeiros primitivos. Relacionado com as forças destruidoras da vida, esse fungo, cuja característica é ter a cabeça vermelha, contém um forte alcalóide capaz de provocar prolongados estados de alucinação. No México costuma-se fazer um círculo com esses cogumelos, colocados sobre a terra, considerando-se tal círculo um “anel de fadas”.
Amaranto. Uma flor, simbolizando imortalidade. Uma coroa feita de amaranto proporciona, segundo a crença, fama e favores para quem a usa.
Amazarak. Um dos anjos caídos. Ele é quem ensinou os segredos da feitiçaria aos homens.
Amuletos. Objetos usados pelas pessoas para protegê-las de influências maléficas. Como exemplos, há anéis, escaravelhos, pedras preciosas, dentes de animais, objetos de marfim, plantas etc. Os judeus também usavam letras, palavras e versos sagrados, preparados pelos mestres cabalístas, como amuletos.
Andrógino. Termo designando uma pessoa que possui, ao mesmo tempo, caracteristicas masculinas e femininas. Também chamado de hermafrodita. Na tradição egípcia, a andrógina é um tema muito freqüente. O Talmud e outros livros sagrados hebraicos descrevem Adão, o primeiro homem, como um ser andrógino. O filósofo Platão foi um grande defensor dessa androginia original, afirmando: “O amor (...) reduz dois seres em um só, e, de certa forma, restaura o antigo estado de perfeição da natureza humana.
Cada um de nós é apenas a metade de um ser, uma metade separada de sua totalidade (...). Essas metades e são constantemente procurando a sua outra parte. O desejo e a busca da unidade é o que chamamos amor”. Os alquimistas, cabalístas, feiticeiros e magos ajudaram a preservar este tema platônico. Os ensinamentos cabalístas, por exemplo, deixam claro o princípio de que o homem é verdadeiramente completo apenas quando chega a ser, ao mesmo tempo, homem e mulher. A figura do andrógino ou hermafrodita, sempre presente no início e no final de todos os processos que envolvem iniciação mágica, simboliza a famosa “união dos contrários” dos alquimistas. Em tempos bem recentes, alguns magos, pretendendo dominar o mundo com a ajuda de forças sobrenaturais, afirmavam que um dos primeiros passos a ser dado seria exatamente o pleno desenvolvimento de suas próprias naturezas andróginas.
Andróide. Um autômato com forma humana. Alguns deles dizia-se, eram animados pelo demônio. Entre os mais famosos andróides estão a Francine de Descartes e a Copéia de Hoffmann.
Antipatia. Conceito muito estudado em astrologia, referindo-se às inúmeras formas de aversões e antagonismos que certas pessoas sentem por outras, e que são determinadas por posições conflitantes em seus horóscopos natais.
Antropofagia. A prática de comer carne humana. Na feitiçaria medieval, segundo as lendas, costumava-se praticar a antropofagia. Realmente, em alguns processos levados a efeito pela Inquisição, os acusados acabaram confessando ter comido carne humana. A feiticeira francesa Marie de Sains, por exemplo, confessou ter assassinado várias crianças para comer seus corações.
Antropomancia. Adivinhação por meio de exame das entranhas humanas. Na França medieval, o aristocrata Gilles de Rays, contemporâneo de Joana D!Arc era supostamente um adepto dessa prática adivinhatória.
Apolônio de Tiana. Filósofo pitagórico do primeiro século de nossa era. Apolônio viajou intensamente, ensinando ocultismo e conquistando sólida reputação de mago competente em muitas cidades da Ásia Menor, onde inclusive foram erigidos templos em sua memória. Durante a Idade Média sua reputação tornou-se legendária. Seu fantasma foi supostamente invocado por Eliphas Lévi, em Londres, no ano de 1854.
Arbatel, Magia de. Famoso manuscrito sobre magia, do século XVI. Trata principalmente das forças da natureza, suas leis e relações com o espírito universal que domina o cosmos.
Arcano, o Grande. A própria essência, ou grande segredo, na arte alquímica. Tal segredo, afirma-se, não era a transmutação dos metais, e sim a transformação do caráter humano.
Aritmancia. Adivinhação através dos números. Gregos, caldeus e judeus eram praticantes da aritmancia. Veja numerologia.
Asmodeus. Na demonologia judaica, um espírito do mal que, apesar disso, dependendo de como for trabalhado magicamente, pode trazer felicidade conjugal.
Asmodeus era o nome do demônio chefe que possuiu o corpo de madre Joana dos Anjos. Ele enchia sua mente com “coisas vergonhosas”.
Assírios. Os assírios, povo da antiga Mesopotâmia, usavam fórmulas mágicas para afastar más influências e remover feitiços. Uma dessas fórmulas, usada para exorcismos e recitada nas proximidades de pessoas doentes, contém os nomes das antigas divindades dessa civilização. E a era o deus da sabedora, Marduk era seu filho, e Dumkina a esposa de Marduk:
O homem de Ea sou eu,
O homem de Dumkina sou eu,
Sou o mensageiro de Marduk,
Minha magia é a magia de Ea,
Meu encanto é o encanto de Marduk,
O círculo de Ea está em minha mão,
O tamarisk poderosa arma de Anu,
Seguro-o firme em minha mão.
Astral Corpo. Essência espiritual composta de matéria suficientemente fina para penetrar o corpo físico e, ao mesmo tempo, permanecer separada dele. O corpo astral contem as emoções, paixões e desejos. Estas qualidades podem partir do corpo físico e retornar, dependendo do lugar onde se encontra o corpo astral. Durante o estado de sono, por exemplo, a pessoa pode receber impressões a grandes distâncias, através do seu corpo astral errante, como quando alguém sonha com um amigo que o adverte de algum perigo iminente, e, acordando, descobre que o perigo era real, e que aquele amigo realmente procurava avisá-lo desse risco. O conceito de corpo astral é importantíssimo na magia e na feitiçaria, pois aqueles que defendem a sua existência afirmam que ele pode separar-se do corpo físico através do fenômeno consciente da projeção astral, ou por causa do traumatismo provocado por um acidente. Separado, o corpo astral pode viajar livremente tanto através do mundo físico como do mundo astral. Ocultistas modernos ensinam que o corpo astral abandona o cadáver de um homem e passa a existir no chamado plano astral de existência. Sua alma, eventualmente, desloca-se para planos ainda mais elevados, deixando o corpo astral (corpo de luz) no plano astral. Neste caso, o corpo astral, destituído de alma, seria um verdadeiro cadáver astral. Mas, segundo a teoria ocultista, o cadáver astral reteria sempre uma débil centelha de vida. Ele conserva o desejo de viver, e pode ser novamente atraído para o mundo ordinário, onde pode prolongar indefinidamente sua existência através da absorção da energia vital emanada de culturas vivas.
Astral Luz. No ocultismo, um oceano de inconsciência que interliga todas as coisas e todas as mentes. É a luz astral, feita de uma sutilíssima substância, que torna possível fenômenos como a telepatia, a clarividência e o profetismo. Ela existe muito além de nossos sentidos. É o meio plástico que o mago e o feiticeiro, pelo poder da sua vontade, manipulam. Sua fluidez a torna tão suscetível a influências que a luz astral pode transmitir as mais tênues idéias. Dirigindo o fluxo de sua vontade, no curso de rituais apropriados, o mago é capaz de provocar mudanças na luz astral.
A existência da luz astral é sugerida pela psicologia, pelas doutrinas místicas e, mais recentemente, pelas áreas mais avançadas da física.
Astral, Mundo. O mundo que existe além do mundo físico ordinário. Segundo certas doutrinas esotéricas, como as de linha teosófica, ele é o segundo mais baixo numa hierarquia composta de sete mundos ou planos existenciais. Os cinco outros planos, superiores, são, na maioria de seus aspectos, incompreensíveis para os seres humanos. Alguns adeptos ou grandes iniciados afirmam ter vivido no plano astral durante pelo menos algum tempo, e estar assim capacitados a descrevê-lo a partir de suas próprias experiências. Outras pessoas declaram que conseguem penetrar no plano astral através da chamada projeção ou viagem astral.
Astrologia. A importante doutrina mágica de äquilo que está acima está, da mesma forma abaixo” é o fundamento da grande arte da astrologia. O homem e os acontecimentos na terra são a contraparte de Deus e dos acontecimentos no céu, já que o microcosmo e o macrocosmo dependem ambos do trabalho de uma mesma força, o misterioso Uno que reconcilia toda diversidade na unidade. Desenvolvida inicialmente na Mesopotâmia – onde cada cidade-estado possuía seu próprio deus, e onde mudanças na balança de poder entre essas cidades-estados eram interpretadas como mudanças nas relações entre os deuses -, a astrologia é ligada aos nomes de deuses e aos nomes dos planetas, seguindo uma tradição babilônica e assíria. Na astrologia, os acontecimentos no céu são interpretados como sinais de acontecimentos análogos na terra. Assim, por exemplo, a conjunção do salubre Júpiter com o maligno Saturno e o violento Marte assinala o aparecimento da terrível Peste Negra, em 134. Numa data posterior, nova conjunção desses planetas marca o surgimento de uma terrível epidemia de sífilis na Europa. A tendência de Napoleão a comer demasiado era explicada pelo fato de que, em seu horóscopo natal, o planeta Vênus – símbolo do amor – estava no signo de Câncer – que rege o estômago. De forma similar, um homem que nasce quando Vênus (feminilidade) está muito próximo do Sol (personalidade) corre o risco de ser efeminado. Em muitas religiões pagãs a astrologia desempenha um papel muito importante em rituais e cerimônias, e também na crença do povo em geral. Esse papel era particularmente forte entre os egípcios, romanos e assírio-babilônios. Os movimentos dos corpos celestes, o nascer e o morrer do Sol, os eclipses, tudo foi estudado no sentido de descobrir a mecânica do sistema cósmico e sua influência sobre as vidas dos homens. Os babilônios foram pioneiros nessa ciência. Suas observações, que datam desde o terceiro milênio, foram gradualmente organizadas num sistema de prognósticos formais, baseados em cálculos astronômicos e astrológicos. Os intérpretes eram sacerdotes ligados a algum templo particular, e suas decisões eram aceitas Nào apenas pelo povo, mas também pelos próprios reis e governantes. Entre os romanos, a astrologia foi levada a um grau ainda maior de exatidão. Todo o sistema cósmico foi analisado minuciosamente. As coordenadas dos movimentos dos corpos celestes sugeriram aos astrólogos a possibilidade de calcular com precisão matemática o desenrolar dos acontecimentos humanos. Durante o período do império romano, os próprios deuses estavam estreitamente ligados a corpos celestes, e a astrologia exerceu poderosa influência na política nacional e nas decisões e decretos dos imperadores. Da Mesopotâmia, a ciência astrológica penetrou no Egito. A Grécia, embora não permanecendo alheia, não foi muito afetada até depois da morte de Alexandre da Macedônia, em 323 antes de Cristo, quando a cultura helênica foi muito influenciada pelos conhecimentos orientais.
Astrológica, Anatomia. Na astrologia, cada planeta e cada signo rege parte ou aspecto específico do corpo humano. No caso dos planetas, o Sol influencia a glândula pituitária, a Lua corresponde à substância do corpo, Mercúrio é associado com a glândula tireóide, Vênus com o timo, Marte com o córtex cerebral, Júpiter com a parte de trás da pituitária; Saturno afeta as glândulas supra-renais, Urano a paratireóide, Netuno a glândula pineal, e Plutão corresponde ao pâncreas.
Astrológica, a Cor. Na astrologia, as cores do espectro estão associadas a planetas específicos:
· Sol – amarelo, ouro, laranja
· Lua – branco, pérola, opala, tons iridescentes,
· Mercúrio – cinza-ardósia,
· Vênus – azul-celeste, verde-pálido,
· Marte – vermelho, carmim.
· Júpiter – púrpura, azul-escuro.
· Urano – misturas rajadas.
· Netuno – verde-marinh0, cor da lavanda.
. Plutão – pigmentos luminosos.
Astrologia, Ramos da. A astrologia é aplicada em diversas áreas , que constituem ramificações separadas de estudo:
Natal (ou genética) – trata da configuração do horóscopo no momento do nascimento.
Horário – horóscopo do momento em que surge uma idéia ou acontece um evento.
Eletiva – Escolhe o momento propício para um acontecimento.
Mundana ou Judicial – refere-se às influencias das planetas sobre as populações, cidades ou países.
Médica – aplicação da astrologia na saúde.
Meteorológica – aplicação da astrologia para previsão do tempo.
Agrícola – aplicação da astrologia para a semeadura e a colheita.
Psicológica – Estabelece conotações e analogias entre conceitos astrológicos e psicológicos. Particularmente importante na chamada “psicologia arquetípica”, desenvolvida pelo psicólogo Carl Jung.
Esotérica – utilização da astrologia nos trabalhos e processos de tipo iniciático.
Asuramaia. Antigo astrólogo e ocultista hindu. A tradição afirma ser ele originário do continente perdido da Atlântida.
Ataraxia. Palavra grega designando um estado de serenidade e bem-estar físico. No ocultismo, este estado é de preferencia conseguido através de trabalhos como a meditação e relaxamento. Mas a palavra designa também o estado de sono induzido por drogas. Em certas ramas do ocultismo procura-se induzir a ataraxia antes da comunicação com forças espirituais.
Atavismo. No ocultismo, o reaparecimento em seres humanos de caracterÍsticas associadas a formas pré-humanas de existência. O autor Frederick Kaigh, em sua obra Witchcraft and Magic in Africa (“Feitiçaria e Magia na Africa”), descreve uma dança ritual de um feiticeiro capaz de produzir profundas modificações no comportamento corporal de um jovem casal. Seus corpos adquirem semelhança com o chacal, e ambos conseguem repetidas copulações, num número e intensidade muito acima da capacidade normal do ser humano. Kaigh o fenômeno atávico como resultado de uma combinação do êstase espiritual e possessão do casal pelo duplo astral projetado do feiticeiro.
Atlântida. Tema recorrente na feitiçaria e no ocultismo, a Atlântida, segundo Platão, foi uma grande civilização marítima que atacou o Egito e a Grécia. Um cataclismo matural destruiu o continente atlante, que submergiu sob as águas do Oceano Atlântico. Nos dias de joje, algumas correntes ocultistas costumam explicar que a civilização atlante atingiu altos graus de desenvilvimento tecnológico e científico, bem como no terreno das artes máginas. A destruição do continente teria acontecido a partir de uma catástrofe do tipo atômico, determinada pela cegueira humanista de seus governantes. Uma situação parecida àquela em que hoje nos encontramos.
Augúrio. Os romanos, como a maioria dos povos da Antiguidade, haviam desenvolvido muitas formas de prever o futuro. O curso dos acontecimentos, segundo a crença, era determinado pela vontade dos deuses, que podiam aprovar ou desaprovar uma iniciativa ou ação humana. Os augúrios consistiam em métodos de comunicação com essas divindades, para que sua vontade fosse conhecida. Uma das formas mais importantes de augúrios era a observação do vôo e do comportamento dos pássaros.
Aura. Uma emanação luminosa que cerca o corpo físico. Composta de uma mistura de cores – cujas tonalidades e intensidades indicam o estado de saúde física, emocional, mental e espiritual da pessoa -, a aura está sempre presente, embora possa ser vista apenas por indivíduos dotados da chamada capacidade de clarividência. A existência da aura é reconhecida em praticamente todas as religiões e cultos mágicos. No cristianismo, ela está relacionada com o halo ou aréola que, na iconografia, cerca os corpos e as cabeças dos santos e místicos.
Austromancia. Forma de adivinhação pela observação dos ventos.
Auxonne, Freiras de. Num processo que se tornou famoso, acusava-se as freiras ursulinas do convento de Auxonne (França), no período de 165 a 1663, de estarem possuídas pelo demônio. As freiraas acusavam a própria madre superiora de lesbianismo, mas esta foi julgada inocente.
Avicena (980-1036). Importantissimo alquimista medieval, nascido em Bokhara, na Pérsia, Avicena foi considerado uma das maiores autoridades de seu tempo em artes ocultas.
Azaradel. Anjo caído que ensinou aos mortais os segredos da Lua. Citado no Livro de Enoch.
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