Os Mistérios da Magia

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B

Ba. Na religião egípcia, é a alma que abandona o corpo no momento da morte, É representada quase sempre com a forma de um pássaro de assas abertas e cabeça humana, na atitude de voar em direção ap plano dos deuses. Ba é imortal e, de tempos em tempos, retorna à múmia para confortá-la e assegurá-la da libertação final.

Babilônia. Poucas civilizações da Antiguidade foram tão adeptas das artes mágicas como a antiga Babilônia. A crença na existência de entidades em outros planos, tais como demônios, gênios, deuses etc., era completamente aceita pela população. Particularmente a demonologia tinha um lugar central na vida cotidiana dos babilônios. Muito influenciados pelas idéias sumérias, os babilônios reconheciam verdadeiros exércitos organizados de demônios, divididos em muitas classes, tais como os demônios do campo (que tinham formas animalescas). Os campos agrícolas eram delimitados por muros e montes de pedra, sobre os quais eram colocadas figuras demoníacas para a proteção da agricultura. Os babilônios tinham muitas formas para proteger-se contra a influência de demônios maléficos. Por exemplo, colocavam na entrada das casas ccertas plantas consideradas mágicas, como o aloé (babosa) e os cactos; usavam anéis, jóias e amuletos contendo textos sagrados; procuravam a ajuda de médicos-feiticeiros, que conheciam a arte do exorcismo. Para desempenhar sua função a contento, esses especialistas tinham que sperar o momento astrológico favorável e, para isso, impunha-se um sólido conhecimento astrológico. Em seguida, o exorcista chamava os vários demônios pelos seus nomes, esperando acertar um deles. Segundo a crença, quem conhecesse o nome do demônio teria poder sobre ele. Localizado o demônio que infestava tal casa ou tal pessoa, o feiticeiro invocava a seguir um deus poderoso, pois os demônios estavam sujeitos ao poder de um deus particular. O mais poderoso dos deuses, Ea, era também conhecido como “Senhor do Encantamento”. O próximo passo era transferir o demônio para o corpo de um animal, que depois era sacrificado. O sacerdote também podia, caso suspeitasse que o problema era causado pela ação de um outro bruxo ou bruxa, queimar ou destruir uma figura ou boneca representando o rival. Em suas operações mágicas, recorria a materiais tais como pêlos de animais, penas, dentes e ossos, plantas, diversos tipos de excrementos, etc. Segundo a crença, o exorcismo era necessário para afastar a doença, pois esta era sempre o produto da presença ou da ação de demônios.

Bacon, Roger (1214-1294). Erudito franciscano, um dos maiores estudiosos de ocultismo da Idade Média. Seus escritos, de natureza predominantemente cientifica e filosófica, levaram-no à prisão sob a acusação de feitiçaria. Estudou profundamente a alquimia e acreditava na existência da pedra filosofal e do elixir da longa vida. Seu nome tornou-se muito popular por volta do século XVI, quando o estudo da magia reapareceu com redobrada intensidade na sociedade européia. Bacon interessou-se  muito pelas possibilidades de aplicação da alquimia na vida diária, do indivíduo e da sociedade.

Bamberg, Processos de. Um dos mais terriveis processos contra pessoas acusadas de feitiçaria foi levado a efeito na cidade alemã de Bamberg, durante a administração do bispo Johann Gottfriend von Aschhausen, no periodo entre 1609 e 1622. Nessa época, centenas de pessoas foram queimadas vivas após serem julgadas de forma sumária e segundo os métodos da Inquisição.

Bardo Thodol. O famoso Livro Tibetano dos Mortos. Descreve a agonia da morte experimentada por um iniciado na tradição secreta do Tibete. Em seguida, o livro guia o espírito do iniciado através das terríveis visões infernais sofridas pelo mesmo até atingir os reinos celestiais. Na realidade, e segundo a própria esplicação tibetana do Bardo Thodol, o inferno, os demônios e os tormentos são criações do próprio espírito. Neste sentido, esse livro foi utilizado pelo grande psícologo Carl Jung, que considerava seu conteúdo de grande importância para uma melhor compreensão e avaliação dos conteúdos do consciente.

Barkaial. Anjo caído, citado no Livro de Enoch, que ensinou aos mortais os segredos da astrologia.

Baron. Demônio com o qual o nobre francês Gilles de Rays (1404-1440) assinou um pacto. Rays  ofereceu a ele as mãos e corações de centenas de crianças sacrificadas vivas, com o intuito de obter o segredo da pedra filosofal.

Belfegor. No satanismo, um demônio com enorme boca e uma língua fálica.

Belomancia. Sistema de adivinhação através de flechas lançadas no ar. Foi utilizado pelos caldeus, gregos e árabes.

Benedito IX. Papa criança que, segundo a lenda , praticava a feitiçaria. Sua familia, nobre e abastada, colocou o poder papal em suas mãos quando ele tinha apenas 12 anos de idade. De acordo com a história, Benedito IX conseguia, graças ãs suas artes mágicas, fazer com que as matronas romanas o seguissem onde ele quisesse.

Berosus. Sacerdote do deus Bel, na antiga Babilônia. No terceiro século antes de Cristo ele escreveu uma história da Babilônia, desde seus primordios até a morte de Alexandre Magno. Em 280 ªC. Berosus fundou um colégio para o estudo da astrologia na ilha grega de Cós. São atribuídos a ele vários manuais de magia, feitiçaria e astrologia.

Bibliomancia. Adivinhação através de um livro, geralmente a Bíblia. O Alcorão é usado dessa forma pelos muçulmanos. Na Idade Média usava-se a Eneida de Virgílio, já que o grande poeta romano tinha fama de ser mago. O consulente abre o livro em qualquer página e lê o texto para determinar seu conteúdo.

BLake, Willian (1757-1827). Místico, poeta e artista plástico inglês. Seus escritos e pinturas foram influenciadas pela crença de que cada  entidade, na natureza ou na mente humana, contém em si todas as coisas e que “ ö mundo da imaginação é o mundo da Eternidade”.

Blavatsky, Helena Petrova (1831-1891). Espiritualista, tesofista e grande médium nascida na Rússia, fundou a Sociedade Teosófica; viajou intensamente e escreveu várias obras, das quais as principais são A Doutrina Secreta, Ísis Sem Véu e Chave da Teosofia. 

Bonifácio VIII. Papa considerado por muitos como mago  negro e que tem um lugar no Inferno de Dante. Importante jurista, nasceu por volta de 1228, elegeu-se para em 1292; acusado de heresia e feitiçaria em 1303, foi absolvido dessas acusações em 1312.

Bosch, Hieronymus (1450-1516). Misterioso pintor holandês. Sua imaginação extremamente fértil permitiu que ele criasse um universo de alucinação. Sua pintura contém símbolos alquímicos, de feitiçaria e diabolismo, e é considerada por muitos como fantástica visão de dimensões sobrenaturais. Em quadros como O Concerto no Ovo Bosch revela os terrores internos do homem, suas fantasias, sonhos, esperanças, obsessões.

Bozzano, Ernesto (1862-1945). Um dos grandes pesquisadores da época da metapsíquica. Foi o principal dos pesquisadores italianos dos fenômenos de natureza psíquica e escreveu numerosos livros e artigos. Bozzano reuniu uma extraordinária biblioteca de obras sobre fenômenos paranormais e  espiritualistas, e concluiu, após muitos anos de investigação, que a sobrevivência do espírito após a morte física era um fato inquestionável.

Brígida. A Grande Mãe Terra , divindade pagã venerada na Inglaterra, tornou-se uma santa católica após um édito do papa Gregório.

Bruno, Giordano (1548-1600).  Filósofo italiano. Sua crença na magia contribuiu e forma determinante para que ele fosse condenado à fogueira, pela Inquisição, como um ïmpenitente e pertinaz herético”. Além de todo movimento (a Terra ao redor do Sol, e o próprio movimento do Sol) ele  via uma alma  cósmica, manifestando a si mesma em cada partícula do universo; a alma humana, para Bruno, era potencialmente capaz de fundir-se com Deus. Ele comparava as artes mágicas a uma espada; nas mãos de uma pessoa fraca ou desequilibrada, pode trazer morte e destruição; manipulada por um homem superior, porém , ela pode ser instrumento que produz o bem. Bruno identificava dez tipos diferentes de magia, incluindo necromancia, magia matemática, magia natural e magia simpática. Criou várias imagens e símbolos do Sol e acreditava que meditando-se sobre eles podia-se atrair e capturar a influência solar. Um dos melhores relatos de sua vida e obra foi escrito pela autora inglesa Frances Yates; Giordano Brunoand the Hermetc Tradition (“Giordano Bruno e a Tradição Hermética”), ainda não traduzido para o português.

Bruxa. Termo português quase  equivalente a feiticeira. Tanto em Portugal como no Brasil e outros países de tradição portuguesa, as bruxas estão longe de ser extintas. São especialistas em filtros de amor e outros. Em 1968, em Lisboa, uma bruxa foi levada a um tribunal. Era uma camponesa iletrada de 54 anos. O processo foi célebre, mas não se conseguiu suficiente evidência de que ela praticasse ilegalmente a medicina para que fosse condenada.

Bulwer-Lytton, Edward (1803-1873). Novelista e ocultista  inglês. Escreveu muitas obras, entre as quais Zanoni.

Burckardt, Titus (1908-    ). Grande escritor, erudito e ocultista alemão contemporâneo. Além de traduzir importantes livros do árabe e escrever obras sobre artes e filosofia, produziu alguns dos mais importantes e elucidativos tratados modernos sobre alquimia. Para ele “o hermetismo é um ramo da revelação primordial que, persistindo através dos séculos, estende-se também aos  mundos cristão.


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