Os Mistérios da Magia

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E

Eckankar. Organização fundada pelo norte-americano Paul Twitchell para promover um conhecimento de tipo espiritual-ocultista que tem como a base a chamada viagem astral. Desde 1964, Twitchell reuniu a seu redor milhares de seguidores, os quais acreditam que a liberdade espiritual é a mais rapidamente adquirida através da viagem com o corpo astral. Isto significa que este corpo é projetado fora do corpo físico e que a alma essencial pode gozar de perfeita liberdade para visitar qualquer plano ou nível da existência. Essa escola assume a idéia de que uma vasta hierarquia espiritual opera através do Universo. O adepto da Eckankar objetiva dominar ou conhecer os mistérios do universo.

Ectoplasma. Substância luminescente, emanada do organismo do médium durante transes especiais chamados de “efeitos físicos”, no espiritismo. O ectoplasma permitiria a manipulação por parte de espíritos desencarnados, que o usariam como substância básica nos fenômenos de materialização.

Egito, Encantamentos do. Uma das mais ricas civilizações em termos de cultura e conhecimento foi, sem dúvida, a egípcia. Documentos do antigo Egito contém fórmulas e encantamentos para vários propósitos. Por exemplo, um encantamento contra animais diz:

Venha a mim. Senhor dos Deuses!
Afasta de mim os leões que vem da terra,
Os crocodilos que vem do rio,
A boca de todos os répteis venenosos que saem de suas tocas!
Pare, crocodilo Mako, Filho de Seth!
Não mova quela cauda.
Não mova os dois braços.
Não abra a sua boca.
Que minhas águas se transformem
Em fogo ardente diante dele!
O arpão dos setenta e sete deuses está nos seus olhos.
O braço dos setenta e sete deuses está nos seus olhos.
Você, que nada rápido com garras de metal em direção
à barca de Ra.
Pare, crocodilo Mako, filho de Seth!

Egito, Livro dos Mortos do. Uma coleção de inscrições encontradas em papiros, muralhas, edificios, monumentos e tumbas do Egito antigo. Tais textos corporificam os rituais e a magia associada aos funerais dos mortos, e a sua passagem para o mundo do além. A obra é muito abundante em referências mágicas, já que seu propósito fundamental é fornecer proteção taumatúrgica contra os perigos que o morto deve enfrentar no caminho que leva a outro mundo. O morto deve ser julgado por Osíris antes de passar para o outro mundo. A recitação de várias fórmulas mágicas, encantamentos e conjuros afastavam, segundo a crença, as forças negativas que tentam impedir a alma de atingir o seu destino. Todo egípcio com alguma posse era enterrado levando consigo um papiro onde estava escrita toda informação que o ajudaria a viajar com segurança e a responder bem durante a cerimônia de seu interrogatório, onde teria de justificar-se. Além disso, nesse papiro estavam também escritas “palavras de poder”, na forma de nomes ou atributos dos deuses. A representação pictórica também desempenhava papel considerável no ritual mágico do papiro.

Egito,  Mistérios do. Os rituais de mistérios desenvolvidos no Egito influenciaram de maneira determinante todas as escolas de magia e ocultismo que se desenvolveram primeiro em Tebas, depois na cidade de Mênfis. Da mesma forma que na Grécia e nos cultos mitriacos persas, o candidato à admissão nos mistérios egípcios tinha de passar por muitas provas que atestassem sua honra, coragem, inteligência e valor. Uma longa série de testes o esperava, e falhar numa prova particular de inteligência, caráter ou coragem significa falha total. Antes de ser admitido nos primeiros passos, o candidato tinha de conseguir autorização do congresso dos colégios sagrados. O teste inicial parecia ser destinado a medir a força do caráter do postulante. Logo depois, passado esse estágio, o candidato podia ainda decidir entre abandonar a tentativa de vencer as provas de admissão ou continuar enfrentando o risco de ser morto caso aprendesse os primeiros símbolos ocultos e em seguida falhasse na superação de qualquer um dos testes subsequentes.

Elementais. No ocultismo existem quatro classes principais de seres ou seres da natureza: as ondinas, que habitam a água; os gnomos, que habitam a terra; os silfos que moram no ar, e as salamandras, entidades do elemento fogo. Segundo o ocultismo, os elementais constituem uma hierarquia de seres não-humanos, os quais possuem um corpo constituído pela própria energia magnética do elemento em que existem. O conhecimento do mundo elemental e das regras que tratam do relacionamento do mundo humano com o elemental é requisito essencial a todo aquele que pretende conhecer e praticar a chamada magia natural.

Elfos. Fadas escandinavas. Vivem sob a terra, são brincalhões e podem causar doenças e acidentes. O elfo-rei que governa é extremamente feio. Os dinamarqueses consideram os elfos anjos rebeldes que foram expulsos do céu, ou então crias de Adão e Lilith.

Elixir da Longa Vida. Os alquimistas e místicos procuram um remédio universal, capaz de manter a eterna juventude, ao qual deram o nome de elixir da longa vida. O Abade Trithemius, segundo relatos, ditou, já em seu leito de morte, uma fórmula para a obtenção do elixir. Entre seus ingredientes estão a genciana, anis, nardo, canela, tártaro, coral, vinho e bródio.

Embalsamar. Os antigos egípcios acreditavam que os deuses visitariam uma múmia e asseguraria ao morto vida eterna. Convencidos de que o corpo deve ser conservado intacto se um homem pretende obter vida eterna, eles preservavam os corpos num processo de embalsamamento.

Enoch. O sétimo dos dez patriarcas antediluvianos mencionados no Gênesis. O relato bíblico afirma que ele viveu 365 anos. Tal relato fornece o motivo para dois livros apocalípticos, judeus, pós-bíblicos e não canônicos. Ambos descrevem as viagens de Enoch pela terra inteira e os sete céus. Ele teve a revelação divina com respeito a todos os mistérios do céu e da terra. E decidiu revelá-los à humanidade. O mais antigo e maior dos livros, chamado Enoch I, teve certamente vários autores, e foi escrito na Palestina, provavelmente em aramaico, entre o terceiro e o primeiro século antes de Cristo. Ele foi completamente preservado apenas numa edição traduzida em caracteres coptas da Etiópia, embora existam também fragmentos de uma antiga versão em grego clássico. O segundo livro, chamado Enoch II, foi provavelmente escrito no Egito, em grego, durante a primeira metade versão eslavônia.

Enquiridião do Papa Leão. Coleção de encantamentos, apresentados na forma de preces e publicados em Roma pela primeira vez em 1553. Um tratado de magia prática, o Enquiridião contém exorcismos, conjuros e preces para preparação e consagração de instrumentos mágicos. A maior parte da simbologia utilizada na obra é de origem oriental.

Eras Astrológicas. Antigamente, uma era astrológica era um período de cerca de dois mil anos durante os quais o ponto do equinócio de primavera caía numa determinada constelação do zodíaco. Mas desde que as constelações não têm limites precisos, os pontos de início e fim são meras aproximações.

Eras da Civilização. No misticismo, depois do Grande Dilúvio submergir o continente da Atlântida, aconteceram sete ciclos da civilização. São conhecidos como as épocas da India Antiga, persa, egípcia, greco-romano, anglo-saxônica ou de Sardis, de Filadélfia e Laodicea. Cada uma dessas épocas constitui uma progressão da alma humana, operando não apenas no corpo anímico, mas também no corpo vital e no físico. Cada civilização dura aproximadamente 1/12 do ano platônico, isto é, 2160 anos. Na primeira idade pós-Atlântida, o mundo físico era uma ilusão, e tinha caráter transitório. As pessoas, na época, preocupavam-se em primeiro lugar com o mundo espiritual. O período persa, situado entre cinco e três mil antes de Cristo, foi caracterizado pela radicalização dos dois princípios, o do bom e o do mal – Ahura Mazda e Ahriman, respectivamente. Existia um continuo conflito entre a luz e a escuridão, com a luz representando o bem e a virtude e a escuridão simbolizando as forças do mal. O espaço de tempo entre 3 mil a 747 antes de Cristo pertence à cultura egípcio-caldaica ou assiria-babilônica-egípcia-hebraica. Esta era foi marcada pela tríade composta pelos deuses Osíris, sua consorte Isis e o filho Hórus. Nessa era, os cultos de mistério floresciam no Oriente Próximo, na Mesopotâmia, no litoral do Mediterrâneo e no Egito. As civilizações seguintes, a greco-romana e a anglo-saxônica, estendem-se de 747 ªC. a 1413 d.C. O homem agora tem consciência de si mesmo e do seu ambiente físico. A sexta civilização deverá ser a antiga era persa “ressurgida”: será chamada Filadélfia e se caracterizará pelo amor humano e pelos interesses espirituais. A sétima civilização, chamada Laodicea, no Apocalipse, envolverá os conceitos de esperança e de uma vida futura.

Esmeralda, Tábua. Uma tabuleta de esmeralda, na qual existiriam gravações em caracteres fenícios. Segundo a lenda, o objeto teria sido descoberto por Sara (mulher de Abraão) ou por Alexandre Magno, numa caverna, onde era conservada pelos “dedos sem idade de Hermes Trismegisto”. “Hermes Três Vezes Grande” era considerado neto de Adão e construtor das pirâmides do Egito.
A Tábua Esmeralda é considerada um dos grandes mistérios da humanidade. Existem dela várias versões em Latim, datadas desde o século XI, em outras ainda mais antigas, em árabe.  Mas parecem não concordar umas com as outras. A sentença de abertura de uma importante versão latina postula a doutrina oculta do “abaixo,  como acima”, que é o fundamento da astrologia e um elemento-chave do tipo cabalístico: quod superius est scut quod inferius et quod inferius est sicut superius ad perpetranda miracula rei unius (“aquilo que está acima é como aquilo que está abaixo e aquilo que está abaixo é como aquilo que está acima, para que se realizem as maravilhas da Coisa Una”). O breve documento, unanimemente aceito como de acordo ao espírito da tradição hermética e mencionado pela primeira vez no século VIII, num texto do árabe Jabi Ibn Hayan, sintetiza a estrutura do trabalho alquímico. A tradução seguinte é de outra versão latina (Tabula Smaragdina) “Sem dúvida aquilo que está acima é como aquilo que está abaixo para que se realizem as maravilhas da Coisa Una. Todas as coisas procedem do Uno sozinho; por meditação no Uno sozinho; similarmente, por adaptação elas nascem dessa Coisa Una. O Sol é seu pai, a Lua é sua mãe; o vento carregou em seu corpo, a terra nutriu-a”.

Esotérica, Doutrina. Os ocultistas afirmam possuir um corpo de ensinamentos espirituais conhecidos  pelos adeptos muito desenvolvidos em todas as épocas. Esse corpo de ensinamentos, chamado de doutrina esotérica, incorpora elementos da verdade encontrada no conjunto de todas as religiões do mundo apenas parcialmente em cada religião isolada.

Espiritismo. Filosofia espiritualista estruturada pelo francês Alan Kardec (Hippolyte Léon Rivail) no século passado, e que reúne elementos das filosofias orientais hinduista e budista (noções de carma, reencarnação), a crença na sobrevivência dos espíritos e a possibilidade de comunicação com os mesmos através de fenômenos mediúnicos. O espiritismo espalhou-se rapidamente pelo mundo, particularmente nos países de língua espanhola e no Brasil, onde parece possuir o maior número de adeptos. Pouco a pouco, o espiritismo abandona seus cânones rigidamente doutrinados para seguir os ensinamentos originais de Kardec, que preconiza provas científicas completas para a aceitação de cada um dos fenômenos aparecidos. No Brasil, cientistas espíritas estão intimamente conectados com a parapsicologia e a psicotrônica.

Esquimós. Entre os esquimós, o angakok ou xamã,o curandeiro, desempenha as funções de conselheiro tribal, feiticeiro e profeta. Com a ajuda dos espíritos, ele prevê as condições do tempo e os eventos futuros. Pode também fabricar uma figura com forma humana, feita de ossos e fragmentos de cadáveres, e supri-la com poderes sobrenaturais de levitação e malevolência.  De forma geral o esquimó acredita que a natureza é caprichosa e inatingível, e isso faz com que ele, à maneira de todos os demais povos chamados primitivos, aceite o fenômeno sobrenatural com tranqüilidade. Para o esquimó, tudo possui uma alma-espírito, tanto as formas vivas como os objetos inanimados.

Execução de bruxas. O número de pessoas executadas como bruxas ou feiticeiros é desconhecido. O pesquisador G. Lincoln Burr estimava, com dados de 1914, que pelo menos cem mil vítimas foram executadas apenas na Alemanha. Uma autoridade do século XVI afirmou ao historiador Spina ter usado dez carrascos para liquidar mil feiticeiros em um ano. As últimas bruxas foram executadas em 1610 na Holanda; em 1684 na Inglaterra; em 1692 na América; em 1717 na Escócia; em 1745 na França (embora a pena de morte por feitiçaria fosse abolida em 1731, execuções isoladas ocorreram em 1826 e 1856); em 1775 na Alemanha; em 1782 na Suiça; em 1791 na Itália; e em 1793 na Polônia.

Exorcismo. O ato ou processo de expelir espíritos do mal através de cerimônias mágicas ou religiosas. Exorcismos eram regularmente praticados pelos egípcios, assírios, babilônios. Os métodos usados para expulsar maus espíritos incluem palavras e encantamentos, Flagelação e atos de sacrifícios. De acordo com a doutrina católica , o exorcismo deve ser feito pó um sacerdote e autorizado formalmente por um bispo. O rito é prescrito no Rituale Romanum. Até hoje missionários estrangeiros são solicitados em certas ocasiões a praticar o rito. Os métodos de exorcismo variaram muito no decorrer dos séculos. Um deles, usado no caso de uma princesa meda possuida supostamente pelo demônio Asmodeus, era misturar incenso com o coração e o fígado  de um peixe e pôr fogo na mistura, esperando-se que o diabo, sufocado pela fumaça e o cheiro, abandonasse sua vítima. Nos primeiros séculos do cristianismo o exorcismo oficial só podia ser praticado por padres da Igreja, mas com o decorrer do tempo homens comuns eram autorizados a praticá-lo. Os Vedas (escritura sagradas hindus) contêm preces e fórmulas mágicas destinadas a exorcizar espíritos malignos do corpo de pessoas possuídas. Também o judaísmo reconhecesse os casos de dibbuk (possessão) em que se preconiza o uso de rituais exorcistas praticados por rabinos.

Exorcismo, Ritual de.  Conforme prescrito no Rituale Romanun, o rito do exorcismo começa coma litania dos santos, o Pai-Nosso, duas preces pelo endemoniado e uma advertência ao espírito impuro. Em seguida, o exorcista lê uma ou mais passagens do Evangelho, coloca sua mão direita sobre a cabeça do possuído, invoca o nome de Deus, faz uma prece curta e pronuncia três longos exorcismos do demônio, acompanhando-os pelo sinal da cruz.  Todas as formas de abjuração e conjuração foram abandonadas naquilo que a Igreja chama de Pneunatologia Occulta et Vera.

Exorcista.  Na Igreja católica, a segunda das ordens menores. Os deveres do exorcista são “expulsar os diabos, alertar, o público de que os não-comungantes devem ceder lugar aos que vão comungar, e versar a água necessária aos serviços divinos”. Hoje a ordem é apenas um passo antes do sacerdócio. Na Igreja antiga, qualquer pessoa que possuísse o dom do exorcismo poderia usá-lo.


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