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Galinha Negra.
Como o cão e gato preto, a galinha negra é um animal que esteve sempre associado
à feitiçaria e ao diabo. Curiosamente, as tradições primitivas de origem
africana, tais como as que deram origem ao candomblé e a umbanda no Brasil,
costumam usar galinhas negras em muitos de seus rituais.
Galo.
Ave ligada às cerimonias e à simbologia ocultista e muito apreciada na
Antiguidade nos processos de adivinhação do futuro. De acordo com o Zohar, o
galo canta três vezes antes da morte de uma pessoa. A ave estava consagrada a
Esculápio. O canto do galo afasta os demônios e põe fim ao sabá.
Ganhar Afeicão de um Juiz.
Trata-se de um talismã contido no livro A Sagrada Magia de Abramelin, destinado
a captar para quem 0 usa a simpatia e a benevolência dos juizes. As seguintes
letras, na ordem indicada, devem ser escritas claramente em um pedaço de
pergaminho, que o usuário deve carregar consigo, em um bolso ou na carteira:
A L M A
N A H
L
M A R E
A L B E H A
N
A R E H A I L
H A
Conta-se que o mago inglês Aleister Crowley,
usou essa fórmula com sucesso quando esteve envolvido em um processo que lhe foi
movido por estar publicando segredos esotéricos da Sociedade Golden Dawn.
Gato.
Considerado o primeiro animal doméstico, o gato, desde sempre, está associado a
ritos sagrados, à magia e superstição. Era animal sagrado na antiga Índia. No
Egito foi elevado à categoria de divindade, pois se considerava que tinha
poderes de oráculo. Uma cidade inteira, Bibastis, era consagrada à adoração
desse felino e um festival em honra do mesmo era realizado todos os anos, no mês
de maio, com a participação de cerca de meio milhão de peregrinos. Uma
importante deusa do panteão egípcio, Bast, era representada com o corpo de
mulher e cabeça de gato. Os gatos mortos eram embalsamados e enviados a Bubastis
para o funeral. Os gatos eram animais de prestígio também na Grã-Bretanha, onde
ritos sagrados eram realizados em sua honra. Nas terras escandinavas, havia
Freya, a deusa-gata, cuja carruagem, dizia-se era puxada por gatos.
Gato Negro.
Como a galinha negra, o gato negro desempenha importante papel na magia e na
feitiçaria. Associado ao diabo e, segundo a crença, dotado de nove vidas, o gato
era venerado pelos antigos egípcios. Companheiro maléfico do diabo e das
feiticeiras que participavam dos sabás, o gato negro é sinal de má sorte. Até
hoje permanece uma superstição segundo a qual não se deve continuar caminhando
por uma rua se um gato negro atravessá-la à nossa frente.
Gematria.
Divisão da cabala prática, a gematria mostra os valores numéricos das letras do
alfabeto hebraico e as analogias entre as palavras e as frases.
Geomancia.
Adivinhação pela figuração da superficie terrestre ou por marcas e
caracteristicas geológicas. Sinais topográficos, fendas, rachaduras, abismos,
também são considerados nessa técnica de adivinhação, assim como as formas e
figuras formadas pela areia trabalhada pelo vento, pela água ou outras forças.
Figuras geomânticas constituem uma importante categoria entre os signos
talismânicos.
Gilgul.
Na tradição tamúdica e cabalística, o processo de transmigração que resulta na
reencarnação da alma de uma pessoa falecida. Embora o Talmude descreva
claramente esse processo, a crença na transmigração tornou-se proeminente no
misticismo judeu somente após o século VIII. Na altura do século XIII, esse
conceito já tinha conquistado um lugar de honra em obras clássicas do misticismo
judeum que propugna a animação de velhos corpos por almas novas.
Ver Dibbuk.
Gilles de Rabis (1404-1440).
Aristocrata francês, foi companheiro de
Joana Dárc. Com o passar dos anos, tornou-se um assassino perverso. Confessou em
julgamento, em 1440, sob tortura, perante uma corte eclesiástica e uma corte
secular, ter praticado alquimia e assassinado crianças. Homem rico e poderoso,
marechal da França, foi acusado de feitiçaria, invocação de demônios, de ter
feito um pacto com o diabo e ter assassinado mais de cem crianças. Embora muitas
das acusações feitas contra ele pudessem ter sido provocadas por ciúmes ou
possuir fundo político, Gilles de Rais parece realmente ter extraído prazer de
assassinato e abuso sexual de crianças.
Glossolalia.
O “dom das línguas”, um fenômeno conhecido desde os tempos dos primeiros
cristãos e muito observado em nossos dias, onde a pessoa, geralmente em estado
de transe, apresenta a capacidade de falar línguas que desconhece. Alguns
espiritualistas consideram a glossolalia como uma das provas da mediunidade, ou
seja, da comunicação entre vivos e espíritos desencarnados, através da
participacão de um médium.
Gnomos.
Elementais da terra, uma fabulosa raça de pequenas criaturas que habitam o
subsolo e cujo corpo seria constituído da própria energia magnética emanada
pelas partes sólidas do planeta. Paracelso designava como gnomos as criaturas
com capacidade de mover-se dentro da terra tão facilmente como os peixes
movem-se dentro da água. Segundo clarividentes, os gnomos vestem-se de cores
escuras, cinza ou marrom, e são guardiães de tesouros dp subsolo, como minas,
cavernas e túneis.
Gnosticismo.
Sistema religioso centralizado na colonia grega de Alexandria, no Egito, e que
abarcava cerca de setenta seitas esotéricas. Os gnósticos tomaram seu nome da
palavra grega gnose, que significa conhecimento completo e absoluto era o
objetivo final a ser alcançado, segundo essa doutrina. Os gnósticos referiam-se
também a uma série de emanações do único Ser Supremo. A matéria estava
identificada com o mal. No decorrer dos séculos, já em nossa era, os gnósticos
adotaram práticas mágicas. Alguns notáveis aderentes do movimento foram
filósofos Marcion, Bardesanes, Valentinus e Carprocrates.
Goethe, Johann Wolfgang (1749-1832).
Escritor alemão, seu interesse pelo
conhecimentos oculto manifestou-se quando ele era ainda jovem. Ainda criança em
Frankfurt, Goethe fez desenhos diabólicos referentes às aspirações divinas da
alma. Mais tarde, tomou a direção do misticismo oriental. Interessou-se
profundamente pela vida e o pensamento de Giordano Bruno. Goethe era muito
versado em alquimia, tendo estudado os escritos de Welling, Van Helmont, Basílio
Valentino e Paracelso. Foi a partir desses conhecimentos que ele concebeu a
notável epopéia que foi o Fausto.
Golden Dawn, Ordem da.
Sociedade ocultista inglesa cujos membros incluíram o poeta S. R. Yeats,
Algernon Blackwood, Austin Osman Spare, Arthur Machen (o astrônomo real da
Escócia) e Allan Bennett. A Ordem, segundo consta, possuía um precioso e
misterioso manuscrito descoberto numa livraria inglesa em 1884. Esse manuscrito
foi decifrado por Samuel Liddel Mathers, estudioso cabalista que, em seguida,
substituiu William Wynn Westcott na presidência da Ordem.
Golem.
Na tradição judaica, golem era uma estátua de argila vermelha trazida à vida
pelas artes mágicas e os poderes do rabino de Praga, Judah bem Bezaleel
(1520-1609); tratava-se, portanto, de um homem artificial. O rabino deu vida à
estatua ao gritar-lhe certas fórmulas e escrever em sua testa a palavra “Emet”,
o termo mágico para “verdade” ou “vida divina”.A estátua voltou a ser pó quando
a inscrição foi raspada de sua testa e substituída pela palavra “morte”.
Grande Agente Mágico.
A chave de todo poder mágico, segundo Eliphas Levi, é a chamada Luz Astral,
também conhecida por Azoth, Magnesia ou Grande Agente Mágico. “O Grande Agente
Mágico, denominado por nós Luz Astral, e por outras almas da terra, era chamado
pelos antigos químicos Azoth e Magnesia; esta substância oculta, única e
indubitável é a chave de todo império, o segredo de todo poder. É o dragão alado
de Medéia, a serpente do mistério edênico; é o espelho universal das visões, o
vínculo das simpatias, a fonte do amor, da profecia e da glória. Saber como
utilizar este agente é confiar no próprio Poder de Deus. Toda magia real e
efetiva, toda força oculta, reside aí, e sua demonstração é o único e final
objetivo de todos os livros genuínos de ciência. Para se ter controle do Grande
Agente Mágico, existem duas operações necessárias – concentrar e projetar, ou,
em outras palavras, fixar e mover”.
Grande Alberto.
Livro sobre conceitos e fórmulas mágicas, publicado na França, em Lyon, em 1791.
Propondo-se a revelar os “admiráveis segredos de Alberto, o Grande”, este
pequeno tratado (publicado em português, em Lisboa, pelas Edições 70) contém
instruções para a prática de algumas operações mágicas e superstições populares.
Faz também certas observações sobre embriologia e influências astrais, discute a
correspondência entre plantas, pedras e animais, trazendo ainda uma tábua de
influências planetárias; um livro de segredos relacionados à magia e feitiçaria;
termina com um apêndice contendo nocões de fisionomia.
Grande Fraternidade Branca.
Ver Adeptos.
Grande Mãe.
Na sua obra Religiões Pré-Históricas (1957), Edwin James sublinha o
sentido da doutrina da Grande Mãe e descreve inúmeros objetos e situações que
testemunham o seu culto espalhado pela totalidade do mundo antigo, da Índia e
Ásia Menor, passando por todo o Mediterrâneo e superando as ilhas do canal da
Mancha, para chegar à Grã-Bretanha. O culto à grande deusa não aconteceu em
todos os lugares ao mesmo tempo, mas constituiu um estágio fundamental no
desenvolvimento do homem como indivíduo e grupo social. Seu culto começou antes
da Idade de Bronze e prosseguiu na época da ocupação romana de muitas áreas da
Europa.
Grande Obra.
É a suprema operação mágica. Pode ser realizada em uma ou em muitas vidas, mas
apenas pelo homem completo, que experimentou e dominou a totalidade do universo.
O mago assume que o universo e tudo aquilo que ele contém constitui Deus, que o
homem é uma miniatura do universo e que o homem, através de um processo místico
de expansão espiritual, pode ampliar seu próprio ser até os limites do
macrocosmo, que será assim submetido à sua vontade.
Grécia, Magia da.
A teogonia e a mitologia dos gregos, bem como sua literatura, escultura e
história, estão imbuídas de magia. Os fenômenos geográficos naturais do país
estavam dedicados aos deuses: Apolo, o deus sol, vivia sobre o monte Pasnaso;
Adonis tinha por moradia o encantador vale de Aphaca; Zeus preferia as
plantações de carvalho de Dodona. As histórias do folclore e da mitologia grega
contêm muitas referências a eventos mágicos. O poder de transformação é mostrado
em uma multitude de casos, entre eles o do deus Dionisio, que, manejando uma
espada, conseguia transformar as cordas de um veleiro em serpentes; ou o da
feiticeira Circe, que, com seus filtros mágicos, transformava seus amantes em
porcos. O caduceu do deus Hermes, um bastão com duas serpentes entrelaçadas,
podia dar, com seu simples toque, a vida ou a morte.
Grimório.
Manual de magia, geralmente atribuido a autores desconhecidos, ou a grandes
personagens (como o rei Salomão), ou certos papas (como Alberto, o Grande). Eram
muito populares durante a Idade Média. Entre os mais notáveis desses “Livros
Negros”, como eram também conhecidos, estão Liber Spirituum (“O Livro dos
Espiritos”); Shemhamphoras, um manual de magia hebraica; Oupneknat,manual
de magia sânscrita; Grimoirium Verum, publicado por Alibeck, o Egípcio,
em 1517.
Grimório de Honório.
Um dos mais famosos livros de magia negra já publicados. Em suas páginas pode-se
encontrar apelos a Deus e, ao mesmo tempo, prescrições para convocar o Demônio.
Data provavelmente do século XVI, mas só foi publicado em 1670, em Roma.
Guaita, Estanislau de (1860-1898).
Adepto da morfina e fundados da ordem cabalística Rosacruz, em Paris. Foi
acusado várias vezes de bruxaria. Em alguns casos, afirmou-se que, através da
bruxaria, Guaita teria levado alguns de seus inimigos à morte. Ele próprio
morreu de uma overdose de drogas.
Gurdjieff, Georges (1777?-1949).
Ocultista moderno. Afirmava que o corpo, emoções e mente podem ficar em
equilibrio através de uma técnica que une movimentos físicos, auto-observação e
ativação da consciência.
Giromancia.
Uma forma de adivinhação na qual o consulente gira em círculos, canta os
encantamentos próprios e cai ao chão, experimentando visões. O Adivinho deve
dividir em 24 segmentos marcados de acordo com signos astrológicos e letras
hebraicas, que correspondem às partes da cabala. Usa entã a informação contida
no segmento onde o consulente caiu para fazer predições.
Gyud.
No misticismo tibetano, este termo representa o ritual mágico, uma fase da
iniciação do místico.
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