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Ibn’Arabi (1165-1240).
Mestre do misticismo islâmico e grande conhecedor dos princípios herméticos,
nasceu em Múrcia (Espanha) e estudou em Sevilha. Viajou muito e dizia ter
conversado com todos os profetas e com o próprio Deus. Seu trabalho mais
conhecido, hoje em dia, é uma enciclopédia chamada Revelações de Meca.
Ibn Gabirol.
Poeta judeu do século XI, filósofo e cabalista. Chamava-se Salomon Bem Judah Ibn
Gabirol, também chamado Avicena, nascido em Málaga e morto em Valência. Seu
trabalho principal é o Fons Vitae, que introduziu o neoplatonismo na Europa.
I Ching.
No confucionismo, um dos cinco livros conhecidos como “Cinco Clássicos”. O I
Ching (“Livros das Mutações”, ou “Livro da Adivinhação”) é tradicionalmente
atribuído a Wen Wang, no século XII antes de Cristo.
Ictiomancia.
Adivinhação que utiliza as entranhas de um peixe.
Icu.
Deus da morte entre os iorubanos. Em Cuba, o santeiro conduz um ritual cujo
intuito é proteger o doente da aproximação de Icu.
Igneos, Demônios.
Uma das seis classes de demônios identificados pelos teólogos medievais.
Ilha de Páscoa.
Estátuas gigantescas que cobrem esta ilha do Pacifico fizeram com que os
ocultistas a ligassem ao legendário continente de Um e à tese de que astronautas
de outro planeta transmitiram, no passado, conhecimentos hoje perdidos. Os
habitantes da ilha atribuem propriedades mágicas ao primeiro ovo deixado a cada
ano pelos pássaros migratórios que lá chegam. Alguns ocultistas acreditam que a
razão para a sobrevivência dessa crença se deve ao surgimento, no passado, de
grandes iniciados de um planeta distante, que revelaram seus segredos aos homens
da ilha.
Iluminados. Expressão aplicada a partir do século XV a
certos ocultistas. Às vezes é uma designação
restrita àqueles capazes de manifestar suficiente poder de produzir a luz
luminiscente de suas auras.
Imaginação.
Canal através do qual se ligam os impulsos do bruxo e as forças do universo. O
mágico deve estar apto para ampliar seus impulsos assim como para experimentar a
totalidade do universo e submeter as forças naturais à sua vontade. Para Eliphas
Lévi, a imaginação era o olho da alma.
Imhetep.
Antiga sacerdotisa do Egito, também chamada Imhotep. Era invocada quando o
exorcismo se iniciava.
Impotência.
Demônios agindo através da bruxaria podem obstruir a procriação. Segundo alguns
estudiosos, eles podem evitar a ereção, a ejaculação ou a concepção.
Incenso.
Simboliza o sopro da vida e é um importante elemento em qualquer ritual mágico.
Íncubo.
Demônio masculino que surge para atrair sexualmente as mulheres. Sua contraparte
feminina é o súcubo. Para os primeiros cristãos, os íncubos são anjos cujo
interesse sexual conduziu-os à queda. São conhecidos como follet
(França), alp (Alemanha), folletto (Itália) e duendes (Espanha).
Iniciação.
Para Eliphas Lévi, a iniciação na magia transcedental permite ao adepto
compreender a relação entre as coisas. O Iniciado compreende o perigo das
esperanças sem fundamento, desejos absurdos, crenças irracionais. Ele conhece o
segredo do futuro, desafia o presente e faz silêncio sobre o passado.
Iniciadores.
Nome pelo qual são chamados seres alienígenas a quem os ocultistas creditam o
conhecimento da eletricidade, transplantes de coração, energia nuclear.
Acredita-se que eles estiveram na Terra em um passado distante e que espalharam
seus conhecimentos entre os homens de então. São chamados também ancestrais
superiores.
Inocêncio VIII.
Autor de um dos documentos-chave sobre a campanha da Igreja contra a bruxaria. A
bula papal por ele assinada em dezembro de 1484 falava da obrigação do homem em
combater o Diabo e serviu de justificativa para as perseguições a todos que eram
acusados de bruxaria.
Inquisição.
Iniciada no reinado do papa Inocêncio III (1227-1241), foi a instituição que
mais perseguiu os acusados de bruxaria, heresia ou simplesmente de dúvidas
diante dos ensinamentos da Igreja. Usaram todo tipo de tortura, física ou
mental, que era aprovada pelo próprio pontífice. A instituição só foi abolida de
1772, na França, e em 1834, na Espanha.
Invocação de Espíritos.
No vodu haitiano, a fórmula de invocação de espíritos é a seguinte: vá a uma
estrada à meia-noite de uma sexta-feira, levando uma vela feita de cera de
abelha, sebo de boi e fígado de andorinha. Acenda a vela em nome de Belzebu e
diga: “Belzebu, estou chamando-o para que me responda sobre (o tema de
interesse) agora”.
Invocação do Demônio.
Existem algumas fórmulas antigas para a invocação de demônios. Algumas delas:
Palas aron azinomas; Bagahi laca Bachabé. Ou pelos seus nomes místicos:
Eheieh, Iod, Tetragrammaton Elohim, El, Elohim gibor, Eloah Va-Daath, El Adonai
Tzabaoth, Elohim Tzabaoth e Shaddai.
Ipsissimus.
O mais alto dos graus do sistema cabalístico de Aleiter Crowley. Para ele,
Ipsissimus “está livre de qualquer limitação”.
Irmãos da Sombra.
Nas artes ocultas, essa expressão representa aos seguidores da Via da Mão
Esquerda, adeptos da magia negra. Esse é particularmente o caso no Tibete onde
os bruxos são conhecidos como dugpas.
Ísis.
Deusa suprema da Religião egípcia. Irmã e esposa
de Osíris, mãe de HORUS. Seu culto se espalhou pela Ásia Menor e todo o
Mediterrâneo e consistia em homenagens ã sua morte e renascimento, acompanhadas
de lamentações e jubilo. Ísis é a deusa da Lua e preside as artes mágicas.
Apuleio, no século II, narra em seu Metamorfoses,os cultos que, ainda
nesse tempo, se fazia ã deusa.
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