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La Medica, Maria.
Figura central de um grande julgamento de bruxas, conduzido pelo irmão Antonio
Petoselli, inquisidor dominicano, em 1480. La Medica confessou que usou bruxaria
durante 14 anos. Participava de reuniões de bruxos, recebia o próprio diabo como
senhor da assembléia e havia feito um pacto com Lúcifer. Costumava fazer
homenagens ao diabo ajoelhando-se nua ã sua frente. Este ajudou-a a conhecer a
magia, especialmente para curar doenças. Foi condenada à prisão perpétua.
Lama.
Sacerdote ou monge na forma de budismo chamada lamaísmo. Os tibetanos restringem
o termo aos homens conhecidos pela sua santidade e sabedoria. O lamismo é
conhecido pela sua hierarquia, chefiada por Dalai-Lama – “Oceano Lama”-
escolhido por um oráculo, quando da morte do seu predecessor. Atualmente, o
líder dos lamas vive no exílio, na Índia.
Lamia.
Na mitologia clássica, um ser repugnante, com um apetite de vampiro, também
chamado Empusa. Conta-se que Hera ficou enciumada com Lamia, rainha da Líbia,
por quem Zeus estava interessado, e matou os filhos da rainha. Lamia, então,
raptou os filhos de outras mulheres e escondeu-os, sugando-lhes o sangue. As
lamias costumam aparecer na forma de belas e jovens mulheres.
Lancashire, Bruxas de.
Um magistrado inglês do século XVI, Roger Nowel, acreditava que uma floresta
perto de Manchester era o ponto de encontro de bruxos e demônios. Por isso,
inicialmente prendeu duas mulheres, Elizabeth Demdike e Ann Chattox, e mais
tarde vários outros suspeitos. Todo o processo é narrado no livro The
Wonderful Discovery of Witches in the Country o Lancaster, publicado em
1613, um dos mais ricos testemunhos dos processos medieval contra bruxaria.
Laveau, Marie.
Rainha do vodu, nascida em torno de 1796 e morta em 1881. Chegou à liderança da
seita bastante jovem, em Nova Orleans, Estados Unidos. Ela renunciou a todo tipo
de bruxaria, afirmando que seus fiéis eram cristãos. Ainda assim, as noites de
sexta-feira eram dedicadas a danças, em frente ao seu centro. Os dançarinos
rodopiavam nus, enquanto ela dizia o que deviam fazer em suas vidas. Ao morrer,
desapareceu também a época de ouro do vodu na Lousiana.
Leadbetter, C. W.
Ocultista moderno, autor de vasta obra, especialmente sobre clarividência e
perfumes do Egito. Seu estudo sobre “formas de pensamento” é um trabalho
clássico sobre as manifestações físicas de processos mentais.
Leannan Sith.
Em gaélico, palavras que representam a aproximação de uma fada apaixonada. Os
mortais devem permanecer longe delas: a fada enamorada é pouco sociável.
Leão.
Na astrologia, quinto signo do zodíaco. Representa o fogo, o poder do Sol. No
ocultismo, simboliza força e coragem. Cabalisticamente é o coração do grande
ancião dos céus, o vórtex ígneo da vida física.
Leis de Correspondência.
Veja Leis da Magia.
Leis de Magia.
A arte e ciência da magia é baseada em três princípios básicos: um reino pode
comunicar-se com outros reinos, mundos ou planos de existência através da luz
astral; o poder do mágico é ilimitado; características externas são sinais
através dos quais tudo que é interno e invisível pode ser revelado. Alester
Crownley definia a magia como a ciência e a arte de causar modificações de
acordo com a vontade do mago.
Ele afirmava ter conseguido fazer as aparições
de anjos, inteligências e demônios. Diz-se também que transformou seu discípulo
Victor Neuburg em um camelo. O mago une sua consciência com Deus, torna-se
idêntico a Ele e perde sua identidade humana.
Leprechaun.
Ser elemental irlandês. Tem cerca de 60 cm de altura, gosta de vinho e usa
chapéu, calções e sapatos de fivelas de prata.
Lévi, Eliphas.
O verdadeiro nome desse ocultista francês que viveu entre 1810 e 1870 era
Alphonse Louis Constant. Depois de um casamento infeliz, passou a se dedicar ao
ocultismo e formou alguns discípulos. Entre outras obras, deixou uma História
da Bruxaria, na qual faz algumas interpretações místicas de elementos
ocultos da natureza. Foi o primeiro a tentar reabilitar a magia após a mesma ter
sido desacreditada pela ciência, no século passado.
Levitação.
Fenômeno sobrenatural que leva objetos ou seres humanos a flutuar no ar sem
apoio. Associado a santos, médiuns, faquires e todos que praticam magia. Existem
relatos de levitação em várias regiões, religiões e magias. O budismo tibetano
faz várias referências à levitação entre os lamas sagrados. Os hindus afirmam
que os adeptos podem levitar através do treinamento iogue. Mesmo o catolicismo
contém vários exemplos de levitação e êxtase divino entre seus santos.
Lewis, Mattew Gregory (1775-1818).
Autor inglês, comumente conhecido como
Monge Lewis. O Espectro do Castelo e Contos de Terror são livros
que o levaram a uma grande popularidade entre os interessados pelo oculto.
Liber Lapidum.
Título em latim do Livro das Pedras Preciosas, escrito em torno de 1123 por
Marbod, bispo de Rennes, No livro, as gemas são descritas em termos simbólicos:
o ônix, por exemplo, causa pesadelos, e a safira é proteção contra o terror.
Liber Samekh.
Ritual desenvolvido por Aleister Crowley para convocar o poder divino, baseado
num texto mágico egípcio-grego.
Libra.
Balança, na astrologia, é o sétimo signo do zodíaco. Simboliza o equilíbrio no
universo material e na zona física. Esotéricamente, e no plano intelectual, é a
percepção externa e a intuição. Cabalisticamente representa a disposição do
grande ancião dos céus.
Licantropia.
Transformação de um ser humano em um animal, especialmente um lobo.
Ligadura.
Impotência resultante de bruxaria. Também conhecida como vaecordia (latim),
aiguillette (França) e ghirllanda delle streghe (Itália).
Lilly, William.
Astrólogo do século XVII. Além de ser o mais famoso de seu tempo, era estudioso
e professor de grego. Previu o Grande Incêndio de Londres.
Lingam.
Palavra sânscrita usada esotéricamente para identificar o símbolo de todo deus
criador.
Livro de Enoch.
Livro apócrifo do Velho Testamento, escrito em hebreu e preservado parcialmente
em sua versão conhecida na Grécia Antiga. O livro fala dos fundamentos da magia
e da característica dos demônios.
Livro da Formação.
Em hebreu, o Sefer Yezirah, um tratado de grande antiguidade. Dividido em
seis capítulos, através de cálculos numéricos e místicos expõe a criação do
mundo. Uma lenda declara que pelo estudo deste livro muitos cabalístas
conseguiram criar bezerros, veados e corças.
Li Shaon Chun.
Primeiro alquimista chinês. Viveu durante
a Dinastia Han (203 ª C. -25 d.C.) e afirmava ter adquirido a arte da
transmutação.
Insistia que o cinábrio podia ser transformado
em ouro puro. Diz-se que Shaon Chun desapareceu do seu caixão, deixando apenas
suas roupas.
Loudun, Freiras de.
Grupo de freiras cujo estranho comportamento é descrito no livro de Aldous
Huxley, Os Demônios de Loudun. Em 1693, o convento das Ursulinas, em
Loudun, França, testemunhou uma onda de possessões diabólicas. Logo, muitas das
freiras falavam palavras sem sentido e comportava-se de maneira histérica. A
própria madre superiora do convento, irmã Claire, foi tomada pelos espíritos. As
possessões se espalharam pela vizinhança do convento até a vila próxima, o que
obrigou o cardeal Richilieu a formar uma comissão para acompanhar o caso. O
padre Grandier tentou exorcizar as freiras, mas não teve êxito. Mais tarde, o
confessor do convento foi condenado à fogueira e queimado vivo em 18 de agosto
de 1634, porém, ainda assim a histeria das freiras prosseguiu. Os três
exorcistas que participaram da condenação do confessor também não veram sorte:
Lactance, Tranquille e Surin morreram pouco depois. Lactance morreu em setembro
de 1634, Tranquille cinco anos depois e Surin sofreu uma possessão diabólica por
vinte anos.
Louviers.Várias
freiras e padres estiveram envolvidos em orgias em 1628 a 1642, no pequeno
convento franciscano em Louviers, França. Quatro diretores consecutivos do
convento dirigiram as orgias. Madeleine Bavent uma das diretoras, escreveu em
autobiografia que o diabo entrava em sua cela em forma de um gato preto,
levava-a para a cama e lá mantinham relações sexuais. Bavent entrou para o
convento em 1625, aos dezoito anos e, também no seu livro, conta que desde o
início o padre Pierre David, então diretor do convento, afirmava que Deus
deveria ser adorado de preferência com seus adoradores nus. Madeleine foi
forçada a comungar com os seios nus, e as freiras foram levadas a manter
relações homossexuais. Além disso, havia rituais canibalísticos e de missa
negra.
L S D.
Nome pelo qual é conhecido o ácido lisérgico, a mais famosa droga alucinógena ou
droga de expansão mental. Os estudos sobre a droga começaram em 1943, com Albert
Hofmann, um cientista suiço. Em 1966, Timoty Leary, um professor de Harvard,
proclamou as “ënergias sagradas” do LSD ante o público, e muitos ocultistas
afirmavam que é possivel ter revelações místicas e religiosas com o uso da
droga. Seu emprego revela impressões anormais do próprio corpo, como no caso de
Alice no País das Maravilhas: Alice comeu um bolo e tornou-se uma
gigante. É comum, em todo o mundo, o uso de “cogumelos mágicos” em rituais
religiosos e mágicos.
Lúcifer.
Nome aplicado ao diabo, normalmente ligado a um anjo caído. O “Condutor-da-Luz”
vive no Oriente, de acordo com velhos magos. É o primeiro a ser invocado na
litanias do sabá, e é o grande feiticeiro do inferno.
Luciferinos de Brandenburg.
O bispo de Magdeburg mandou quimar quatorze homens e mulheres de Argermünde, em
Brandenburg, no ano de 1336. Foram acusados de adorar a Lúcifer. Mais tarde, em
1384, um clérigo de Preslau acusou sua congregação de acreditar que Lúcifer era
o irmão de Deus ou o próprio Deus. Os luciferinos acreditavam que o demônio
surgia à noite para levá-los para longe. Tais visões ajudaram a formar uma
ligação entre bruxaria e heresia, durante a Idade Média.
Lug.
O maior herói celta, patrono de Lyon (antes Lugdunum), Laon e Loudun, cidades
francesas; Lugarus, Lugano e Locarno, na Suiça; Luga e Luganskaya, na Russia;
Ludge, na Alemanha; Leidem, na Holanda; Luggude, na Suécia; Lugoj, na Romênia;
Lugo na Espanha e Itália, e Lugos, na Austria. É comparável a Apolo, deus grego,
e Ptah, deus egípcio. É também o nome pelo qual Lúcifer era conhecido nas
regiões habitadas pelos antigos celtas.
Lugnas.
Um dos maiores sabás celebrado a 1# de agosto. Através do mundo celta o festival
de Lug era celebrado com reuniões e jogos festejando a colheita.
Lully, Raymond (1235-1315).
Filósofo, lógico e alquimista. Escreveu em catalão e tornou-se um dos mais
fecundos autores de seu tempo. Seus livros foram traduzidos para o latim,
tratavam da cabala e alquimia. Tinha ligações com seitas ocultas muçulmanas e
diz-se que conseguiu transformar metal em ouro. Nessa mesma época, um outro
Raymond Lully – ou talvez ele próprio – vivia na Espanha, transformando-se no
mais famoso artista hermético do seu tempo. É provável que tenham sido a mesma
pessoa.
Lynx.
Símbolo caldeu de um ser universal, reproduzido como uma esfera viva ou globo
alado. A palavra quer dizer “poder de transmissão”, corresponde ao yod hebreu,
ou “a letra inicial da qual todas as outras surgiram”.bb
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