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Maa Kheru.
Na religião egipcia, expressão que quer dizer "a palavra certa".
Quando dita, permite que o espírito dos mortos entrem no outro mundo e assumam o
poder dos deuses.
Maat (Mat, Mud).
Para os egipcios, o ovo produzido pela união do caos com o vento. Maat era a palavra que representava mãe e
matéria e designava, ao mesmo tempo, a deusa da verdade e da justiça. O ovo
original transformou-se mais tarde no número da primeira carta do tarô.
Macardit.
O Grande Negro dos dinka, povo que vive no Sul do Sudão. Todo tipo de
azar pode surgir por causa de Macardit.
Maçonaria.
A história dessa organização, que hoje é conhecida em todo mundo
civilizado, chega até o século XIV, pelo menos comprovadamente. Ainda assim ,
existem lendas e narrativas que falam de organizações semelhantes que remontam
mesmo aos primeiros tempos da história, sendo que algumas delas falam de maçons
ligados à construção do templo de Jerusalém. Muitos estudiosos modernos associam
o surgimento dessa organização à construção de catedrais medievais, na Europa.
Os primeiros maçons na Grâ-Bretanha sofreram, provavelmente , influência de
sociedades secretas do Egito e Roma, sendo mais tarde influenciados também por
outras sociedades, especialmente a dos rosacruzes. De qualquer forma, a história
da maçonaria moderna começa com a formação da Grande Loja de Londres, em 1717.
Ainda que, modernamente, os seguidores da maçonaria sejam vistos como estranhos
ou conhecedores de poderes sobrenaturais, o fato é que somente uns poucos entre
eles conhecem realmente técnicas transcedentais.
Macrocosmo.
O grande mundo ou universo do qual o microcosmo, o homem, é uma
parte ínfima. Um dos dois grandes símbolos cabalísticos, é representado por
uma estrela de seis pontas, formada por dois triangulos. Chamada o Escudo
Sagrado de Salomão, essa estrela representa o infinito e o absoluto. A teoria de
que existe ligação direta e interdependência entre o macrocosmo e microcosmo é
uma das bases de toda magia. De acordo com Paracelso, todos os símbolos
cabalísticos ou mágicos podem ser reduzidos a apenas dois: o macrocosmo e o
microcosmo.
Macumba.
Ritual e dança mágica do Brasil. Envolve animismo- animação de toda
matéria por uma energia interior – e sacrifício de animais.
Madeleine de Demandoix.
Irmã. Religiosa francesa, uma das mais famosas freiras de Aix-en-Provence,
condenada à prisão por dez anos por ter renunciado a Deus em favor do Diabo.
Madre Natura.
Sociedade secreta italiana, fundada por membros antigos do sacerdócio daquele
país. Foi uma poderosa ordem, cujos membros adoravam e idealizavam a natureza.
Maga.
Nome genérico das bruxas. O termo, em geral, é usado para a bruxa que procura prazer.
Magia.
As culturas antigas não faziam distinção entre magia e outras formas de
entender e dominar o universo, seja ciência, religião, filosofia, poesis ou
arte. A alta magia , especialmente, era um mundo independente e se baseava na
crença de que o homem é um microcosmo que reflete o macrocosmo. Dessa forma,
todos os elementos do mundo, pedras, plantas, planetas, metais, estrelas, estão
intimamente ligados aos medos, desejos, à saúde e ao físico humano. A distinção
moderna entre magia negra e branca não era conhecida no ocultismo primitivo,que
tentava conhecer, sintetizar e mesmo conrolar o universo. O cristianismo
medieval, por seu lado, acreditava que a magia, por envolver espíritos
desconhecidos, desafiar Deus e tentar controlar o universo é sempre perigosa e
má. A magia teve em sua base o conhecimento astrológico e numerológico dos
babilônios, as especulações filosóficas de Pitágoras e dos primeiros pensadores
gregos e as tradições persas. Mais tarde, a isso se juntaram as tradições
judaico-cristães.
Magia e Ocultismo.
A magia, de acordo com Popus, difere da ciência oculta porque
é uma ciência prática , enquanto o ocultismo é apenas teórico. Papus lembra,
no entanto, que praticar magia sem conhecer ocultismo é o mesmo que tentar
dirigir uma locomotiva sem antes passar por um rigoroso treinamento.
Magia Negra.
Praticada desde os tempos medievais, a magia negra usa um
conhecimento sobrenatural para chegar a fins maléficos. É a invocação de poderes
infernais obedientes à vontade do homem, a perversão da ciência mística do
iniciado. Em muitos sentidos, a magia negra é a perpetuação de rituais pagãos.
Na Idade Média, antigos deuses foram transformados em demônios e seus adoradores
considerados seguidores do mal. Nessa época um simples mal-estar ou a doença
mais mortal era tratada com o poder da magia negra, na forma de conjurações.
Eram tentadas curas com encantamentos, exoramos, talismãs, amuletos, filtros e
medicamentos os mais estranhos. A hierarquia da fraternidade da magia negra
envolvia vários graus, desde interessados, charlatães e advinhas, entre os
homens do povo, até sociedades secretas e ordens de iniciados. Na Enciclopédia
do Ocultismo, K. Nixey escreveu sobre estes tempos: " A divindade que era
clamada, cujos poderes eram invocados na prática da magia negra, era a origem
do criador do mal, Satanás, Belial, o Diabo, o descendente direto de Set
egípcio, do persa Ahrimam, do Píton grego, da Serpente judia, do Baphomet dos
Templários, do deus Bode de Sabá das bruxas. Ele tinha cabeça e pé de bode e os
seios de uma mulher. Entre seus seguidores, era conhecido por vários nomes,
entre os quais havia vários baseados em divindades hoje esquecidas."
Magia, Origens da.
A magia surgiu com a tentativa dos primeiros homens em
controlar as forças da natureza. A ciência mágica tentava ligar a vida e o
destino do homem pré-histórico com os fenômenos naturais à sua volta.As forças
primitivas de ataque e defesa entre os homens deviam lembrar os animais que os
fascinavam, como a cobra e os felínos.Além disso, nosso antepassado agia como o
animal que tentava caçar, e foi isso, segundo os estudiosos, que deu origem à
magia.
Magia, Cadeia.
O mago cria em torno de sí um campo poderoso de atração no
mundo visível e invisível. Esse campo é a cadeia mágica, que tem a função de
bloquear todo tipo de ataque de seres inimigos.
O aprendiz deve antes escolher um guia, um grande mestre de magia, antigo ou
moderno, cuja doutrina e trabalho sejam do seu agrado. O nome do mestre passa a
ser o centro da cadeia mágica.
Mágica, Definição.
Papus definia a magia como o estudo e prática da natureza,
a aplicação da vontade humana em relação às forças vivas da natureza.
Mágico.
Nome com que se distigue aquelas pessoas que foram ou são conhecidas
pela realização de fatos prodigiosos ou surpreendentes que dependem da magia. De
acordo com Tertuliano, Orígenes e Bossuet, demônios colaboram com mágicos Por
isso os mágicos foram excomungados nos consílios de Agde (506), Orleans (511),
Narbonne (589, Reims (625), Tours (813), Paris (829), Angers (1294), Colônia
(1327) e Ruen (1445).
Mágico, Circulo.
Toda operação mágica é executada no interior de um círculo,
símbolo da força e da vontade do operador e proteção contra influências
externas. O círculo, composto, na verdade, por três círculos, deve ser desenhado
com a ponta de uma espada mágica. O círculo externo deve ter 28 cm de diâmetro.
Em seu interior, em intervalos iguais que devem ser medidos pela palma,
inscrevem-se dois outros círculos. No círculo do meio registram-se as
informações astrológicas, no externo, os nomes dos anjos do ar que regulem o dia
escolhido para a operação, enquanto o interno deve conter quatro nomes de Deus,
separados por cruzes. Em cada um dos pontos cardeais , na parte externa do
círculo, é necessário desenhar um pentagrama. No interior, na parte leste, a
letra grega alfa, e na parte oeste, a letra ômega.
Mágico, Cogumelo.
Fungos usados em cerimônias mágicas e religiosas,
expecialmente no México e Sul dos Estados Unidos. Os cogumelos são usados há
séculos para induzir visões e estados alucinógenos.
Mágico, Cuidados com o Laboratório.
Toda a mobília do laboratório do mágico deve ser nova e cada item
ser consagrado separadamente, de acordo com Eliphas Lévi.
Cada ítem precisa ser lavado em água mágica, defumado com perfumes
sagrados, esfregado com pós consagrados e abençoado com uma oração. As paredes
do quarto devem ser cobertas com um pana branco.
Mágico, Dardo.
Dardos usados pelos lapões, que durante uma época foram
considerados grandes mágicos. Esses dardos causavam dores e estranhas doenças em
seus inimigos.
Mágico, Diagrama.
Desenhos geométricos que representam os mistérios da criação
e da divindade. Os pricipais diagramas são: o triângulo, o triângulo duplo e o
tetragrama, ou estrela de quatro pontas, e o pentagrama, ou estrela de cinco
pontas.
Mágicos, Elementos.
Na alquimia as qualidades que determinam a matéria. Terra,
água, ar e fogo são as diferentes formas em que se apresentam a matéria sólida,
líquida, aérea ou ígnea. A esses quatro elementos os hindús adicionam o éter,
que os alquimistas chamam de quintessência. Nas palavras de Eliphas Lévi, os
elementos mágicos são:
"Na alquimia, sal, enxofre, mercúrio e azoto. Nos hieróglifos, o homem, a águia,
o leão e o touro. Na velha física, o ar, a água, a terra e o fogo. Mas, na
ciência mágica, nós sabemos que a água não é simplesmente água, que o fogo não é
apenas fogo. Essas expressões guardam um sentido mais profundo. A ciência
moderna decompôs os quatro elementos dos antigos e os reduziu a um número assim
chamado de corpos simples. O que na verdade é simples é a substância primitiva.
Só há um único elemento, que se manifesta sempre de quatro diferentes formas."
Mágicos, Instrumentos.
De acordo com Eliphas Lévi, os mais importantes instrumentos mágicos
são a vara mágica, a espada, a lâmpada, o cálice, o altar e a trípode.
Mágicos, Manuais.
As lendas afirmam que os demônios deixaram vários manuais
sobre magia e os esconderam sob o trono de Salomão. Depois da morte do soberano,
mandaram suas hostes retirar os livros, para ensinar aos homens, os espíritos e
o vento.
Magister Templi.
Um dos dez gráus no sistema cabalístico de Aleister Crowley.
Corresponde a saturno. O Magister Templi dirige um grupo de discípulos e tem um
perfeito conhecimento do universo.
Magos.
Na tradição católica, ao três homens que vieram do leste até Jerusalem,
para fezer suas oferendas a Jesus. Usavam as estrelas para saber os segredos do
futuro. A estrela que os guiou era ela mesma parte do modelo cosmológico e foi
interpretada em termos de um ditado antigo, "como acima, embaixo". Os magos
seguiram a rota traçada no céu e descobriram o caminho na terra, levando seus
presentes sagrados. Vulgarmente, chama-se mago ao praticante da magia, em suas
variadas formas.
Magus.
Um dos dez gráus no sistema cabalístico de Crowley. O magus "conhece a
sabedoria, declara sua lei e é um mestre de toda magia, em seu sentido maior e
mais alto".
Malaio, Encantamento.
Acessórios mágicos – incenso, arroz, cera – usados para
urar doenças. Um amuleto malaio contra febre exige sete cigarros, sete folhas de
betel mastigadas, sete bananas, arroz seco e um ovo. Tudo isso deve ser enrolado
numa folha de bananeira e colocado em uma encruzilhada tripla. Então, os
seguintes versos encantados devem ser pronunciados: Jembalang, Jembali, Demonio
da Terra, aceite isso como parte do seu pagamento e restaure (nome da pessoa
doente). Mas, se voce não a curar , irei amaldiçoá-lo dizendo: "Não existe um
deus, mas Deus."
Maleficios.
Problemas e infortúnios sofridos por pessoas, animais ou
propriedades, atribuidos a maus espíritos. Bruxas conhecidas como malefici são
capazes de causar doenças físicas e mentais, inspirar ódio, causar impotência,
doenças, levar a assassinatos, provocar a perda da razão e ataques a
propriedades ou animais.
Malinowski, Bronislaw Kasper.
Antropólogo inglês, nascido na Polônia. É mais conhecido pelos seus estudos de
comportamento de tribos da Melanésia. Após um estudo detalhado da função da magia nas ilhas
Trobriand, concluiu que a magia, nessa cultura, é um meio de expressão dos desejos humanos.
Malleus Maleficarum.
Publicado na Alemanha, em 1846, escrito por Jacob
Sprenger e Heinrich Kremer, Reapareceu em várias edições em outros países da
Europa. è dividido em várias partes: na primeira, liga a heresia à bruxaria; na
segunda, analiza o encanto dos demônios; na terceira, especifica os modos de
repressão aos simpatizantes do Diabo (inquisitorial, episcopal, civil), através
de interrogatórios, torturas e confissões. Na última parte, indica os exorcismos
a serem aplicados em cada caso.
Mancia.
Sufixo derivado do grego mantéia, que quer dizer adivinhação. É usado em várias palavras
para designar diferentes formas de adivinhação, como necromancia, oniromancia.
Mandala.
Circulo mágico. Consiste em um círculo no interior de um quadrado com
quatro entradas. Combina arte, magia e psicologia. Sua simbologia deriva da
doutrina da ioga e expressa a completa união com o divino, através da meditação
e da concentração.
Mandrágora.
Planta da família da batata, usada como afrodisíaco na idade média.
Ficou conhecida como "planta de Circe", porque as bebidas feitas por essa bruxa
grega eram infusões de mandrágora.
Maria, a hebréia.
Alquimista judia, que viveu provavelmente no século I, em
Mênfis, Egito. Seu nome é lembrado até hoje na expressão banho-maria, termo
usado em química.
Marte.
O planeta mais próximo da Terra e símbolo do guerreiro. Relaciona-se
também à coragem, energia e ódio do guerreiro. Sua influência é necessária na
magia quando é preciso ação. Sua cor é vermelha.
Mastema.
Na literatura pré-cristã, Mastema é um príncipe do mal. Nos escritos
apocalípticos, designa o poder cósmico do mal, identificado com o impulso da
maldade do homem e com a morte. De acordo com o Livro de Jubileu, Livro de
Jubileu, escrito um século antes de Cristo, é o chefe dos espíritos do mal,
resultado da união entre os anjos caídos e os mortais.
Materialização.
Termo usado em espiritismo para denotar a formação temporária
de um corpo físico ou parte dele, Um espírito pode surgir em uma forma material,
seja inteiro ou em parte.
Mathers, Samuel Lídel Macgregor (1854-1918).
Líder da Ordem Golden Dawn (Aurora Dourada). Com a ajuda de sua mulher, uma clarividente,
irmã da filósofo Henri Bergson, decifrou um manuscrito descoberto em Londres, em 1884.
O manuscrito tratava-se da cabala e tarô. Em um livro chamado Kabbalah Unveiled,
ambos diziam que a Golden Dawn explorava "as forças inteligentes que partem da
natureza, a constituição do homem e sua relação com Deus" e os meios pelos quais o
homem pode unir-se com o "homem divino latente em si
mesmo". W.B. Yeats costumava jogar xadrez na casa do casal Mathers, em Paris, e
diz-se que, certa, vez se formou uma forma constituída de Yeats e a esposa de
Mathers, de um lado, e de Mathers e um espírito, do outro. Quando Mathers
morreu, alguns dos seus discípulos afirmaram que Aleister Crowley havia usado
magia negra para causar sua morte.
Mbwiri.
Na Africa Central, um demônio que entra no corpo de sua vítima. deve
ser exorcizado pelo feiticeiro da tribo. O ritual leva dez dias ou mais,
acompanhado por beberagens, comidas, danças e música.
Madéia.
Na mitologia clássica, uma encantadora. Ela se apaixonou por Jasão e
ajudou o herói a vencer o dragão que guardava o velo de ouro. Deixada por
Jasão, matou seus dois filhos e seguiu para Atenas em sua carruagem dirigida por
dois dragões.
Médium.
Um médium, segundo o espiritismo, é uma pessoa suscetível a agentes
sobrenaturais e capaz de comunicar conhecimentos obtidos desses agentes ou ainda
atuar de forma somente possível com a ajuda deles. Geralmente, é uma pessoa
extremamente sensível, que pode ser controlada pelos espíritos. Seja entre
analfabetos ou entre letrados, certas pessoas agem como se possuídas por uma
força sobrenatural. Elas afirmam receber mensagens do mundo dos mortos. Para os
espíritas, o fenômeno mediúnico resulta da influência dos espíritos dos mortos
sobre o organismo sensível do médium.
Mefistófeles.
Espírito familiar de Fausto. A história do pacto entre Fausto e
Mefistófeles lembra as antigas lendas caldéias e os sete planetas do mal
mencionados em um texto que começa com "eles são sete, eles são sete".
O homem do demônio de Fausto parece derivar da palavra semítica mephistophel, que
significa "destruidor-enganador".
Mercúrio.
É o planeta mais rápido do sistema. Pode ser usado pelo mago, que
precisa de suas influências apenas quatro vezes por ano. Representa a infância,
com sua vitalidade e ação contínua.
Merlin.
Mago que fazia parte da corte do legendário rei Artur. Era
provavelmente um deus celta que se tornou um grande bruxo. Faz parte de grande
parte da literatura da idade Média.
Mescalina.
Princípio atívo do cacto mescal, Lophophora Williamsii. Usado há
séculos em rituais mágicos e religiosos pelos índios do México e do Sudoeste
americano. Em 1954, Aldous Huxley fez experiências em si mesmo, ingerindo
Mescalina e contou o que sentiu em as As portas da Persepção. Carlos Castañeda
fêz o mesmo e descreve a experiência em A Erva do Diabo e Uma estranha realidade.
Mesmer, Franz (1734-1815).
Médico austríaco. Acreditava que a medicina e a religião eram inseparáveis.
Através do uso de magnetos, rituais do magnetismo animal em volta do corpo, conseguiu
curar centenas de pacientes.
Mesmerismo.
Termo antigo usado para hipnotismo. Deriva de Circe a famosa feiticeira grega,
transformava seus amantes em animais. Franz Mesmer. O princípio da teoria de Mesmer
é exposto em De Planetário Influxu: corpos celestes e terrestres influenciam uns aos
outros e essa mútua influência depende de um fluído contínuo, sutil e universal.
Leis desconhecidas governam essa influência, efeitos alternativos são produzidos
(fluxo e refluxo), o corpo humano tem prioridades ,magnéticas e esse magnetismo é
suscetível a várias influências.
Metamorfose.
Mudança de uma forma em outra, de humana para animal, por exemplo.
O zoomorfismo data dos primeiros tempos do homem no planeta. Nabucodonosor, rei
da Babilônia de 604 a.C. a 562 a.C., tinha uma forma animal - era coberto de
pêlos e alimentava-se de grama - Circe, feiticeira grega, transformou os homens
de Ulisses em porcos e, Ovídio , poeta romano do século I a.C. deixou em seus
livros vários exemplos de metamorfoses. Bruxas e demônios costumam tomar a forma
de animais.
Métodos para Seduzir Almas.
O Diabo seduz os inocentes através do cansaço, desejos carnais.ou através da tristeza e
da miséria. Os monges dominicanos que escreveram manuais sobre esse tema, afirmam que o
Diabo toma conta das almas, aos poucos, passo a passo, até que as pessoas são levedas a
negar inteiramente Deus e se entregar aos seus braços. O desejo sexual é um dos métodos
mais usados para seduzir jovens inocentes
Michelet, Jules (1798-1874).
Um dos mais conhecidos historiadores da França.
Escreveu um dos clássicos sobre bruxaria. La Socière, publicado em 1862.
Microcosmo.
O homem, simbolizado por uma estrela de cinco pontas. Os cabalistas
atribuem o controle das forças sobrenaturais através da correspondencia entre
macrocosmo e microcosmo
Milagres.
Fatos milagrosos e outros fenômenos sobrenaturais eram atribuídos,
nas culturas pré-cristãs, a personalidades especiais, como homens-santos,
feiticeiros, bruxos, que tinham contatos com poderes anormais. Existem várias
lendas sobre milagres feitos por Zoroastro, Laso-Tsé, Buda, Confúcio e Maomé,
Mais tardes sugiram lendas atribuindo milagres a seguidores desses homens. Tais
milagres, contrariam as leis da natureza: cura de doenças mortais, fuga de
prisões vigiadíssimas, levitação. Os homens santos do budismo e do hinduísmo,
faziam vários milagres: voavam, transportavam pessoas sobre as águas dos rios,
faziam chover, controlavam as tempestades e a neve, podiam passar
através das paredes, assumiam a forma que bem entendessem, ficavam invisíveis e
invulneráveis, conheciam suas próprias vidas passadas, previam o futuro. No
cristianismo, os milagres de Jesus Cristo são parte vital da fé cristã.
Miriam, A Judia.
Uma das mais famosas bruxas dos tempos antigos. Irmã de
Moisés, dizia-se que fora instruída pelo próprio Deus. Muitos trabalhos
importantes de alquimia são atribuídos a ela. Também conhecida pelo nome de
Maria.
Missa Negra.
Para alguns estudiosos, a missa negra foi uma criação de escritores
góticos do século passado. Para outros, existem provas de que esse estranha
missa ja era realizada na corte de Luiz XIV e ainda antes: prova disso seria o
julgamento de participantes de missa desse gênero, na Bréscia e na Lombardia, no
século XV. Algumas tradições ocultas afirmam que os mistérios da bruxaria são
fortemente dependentes dos cultos pagãos e pré-cristãos, cultos estes que
sobreviveram à margem do cristianismo e apesar de todo o ataque dos bispos, A
missa negra seria como uma perversão da missa cristã. Seus rituais, fórmulas
lascivas e pronunciamento exaltam o Diabo. O altar é dominado pela figura
obscena de Cristo ou de um bode. As vélas devem ser negra e o cálice contém
sangue ou gordura humana. Muitas vezes uma mulher nua é usada como um altar,
sendo que a missa é celebrada sobre suas nádegas ou estômago. Um sacerdote
também nú preside a cerimônia. Todos os celebrantes ficam nús, exceto por uma
batina adornada com simbolos satânicos. Muitos quadros, esculturas e gravuras
retratam a natureza animal e orgiástica desse ritual.
Mística Espiritual da Vida.
Movimento fundado por Worthington Cake, um o cultista irlandês do século XVIII,
que afirmava determinados elementos (madeira, pedra, metais) eram dotados de certos
tipos de radiação espiritual e podiam ajudar o aprendiz a conhecer a mística espiritual
da vida. Para ele, a representação numérica perfeita para a espiral era 311.
Mito.
Em contraste com logros e história, mito denota o que não pode existir
realmente. Freud e Jung estudaram os mitos e descobriram semelhanças entre seu
conteúdo e o inconsciente, o que elevou o mito a uma das mais importantes
criações humanas. Para o homem primitivo, o mito representa uma história real,
mais importante ainda porque é sagrada, exemplar. Normalmente, relata a vida de
certos sobrenaturais, cujos feitos podem ser repetidos através de rituais.
Molay, Jacques de.
Conquistador de Jerusalém e Grande Mestre dos Templários.
Confessou sob tortura que havia negado Cristo e cultuado Baphomet, praticado
sodomia e dirigido festas diabólicas nas quais eram servido carne humana. Foi
queimado em 18 de março de 1314.
Molitor Ulrick.
Um dos primeiros autores dedicados à bruxaria, publicou, em
1489, seu De Lamiis et Phitonicis Mulieribus ("Sobre Bruxas e Adivinhos").
Montespan, Mademoiselle de (1641-1707).
Amante de Luís XIV, da França. Tentando reter o amor do rei, praticou rituais ocultos e
satânicos, participando de missas obscenas e, de acordo com as crônicas da
época, sacrificou crianças. Entre seus companheiros estavam um certo abade
Guibourg e Catherine La Voisin, uma conhecida bruxa.
Mora, Bruxas de. Investigação sobre bruxaria iniciada em Mora,
Suécia, em 1669,. Baseava-se em boatos de que o Diabo havia tomado centenas de crianças
naquela região, tendo sido visto várias vezes nas proximidades. Foram
descobertas várias bruxas, e a mania se espalhou até a capital sueca, Estocolmo,
chegando até a Finlândia. Mais tarde, um jovem médico, Urban Hjarne, mostrou que
tudo não passava de imaginação mórbida, inveja e necessidade de atenção daquelas populações.
Mu.
Continente perdido no pacífico. Há milênios, de acordo com os ocultistas, Mu
afundou no mar e desapareceu completamente, a não ser por pequenas ilhas que
hoje existem, chamadas ilhas do Pacífico. Os habitantes de Mu ou Lemúria tinham
contato com outras culturas avançadas, como maias e incas.
Mulé.
Na mitologia cigana, a alma dos mortos, Os mulés retornam à vida ao meio-dia e sua função
é apenas incomodar as pessoas, as quais muitas vezes levam ao suicídio.
Murray, Gilbert (1866-1957).
Presidente da Society for Psychical Research (Sociedade para Pesquisa Psíquica) de 1915 a 1916.
Experimentou a "transferência de pensamento", faculdade que descobriu em si mesmo
acidentalmente. afirmava que a " margem da consciência" era a chave para a telepatia.
Murray, Margaret Alice (1863-1963).
Antropóloga, folclorista e egiptóloga. Publicou seu primeiro trabalho sobre bruxaria em 1921.
Esse livro e mais seu artigo sobre bruxaria na Enclopédia Britânica fizeram dela
a mais influênte pesquisadora do tema. Para ela, havia uma religião da
fertilidade fundada a partir da adoração de Diana, milênios atrás, que persistiu
até o século XVII. Além disso, afirmava que práticas pagãs sobreviveram durante
século, após´pos o surgimento do cristianismo, e constituíram a base da bruxaria
na Europa medieval.
Musas.
Os Trácios tinham um ritual que pedia ajuda em seus trabalhos
artísticos. As nove eram irmãs de Zeus, e cada uma dirigia uma arte: Calíope, a
poesia ética e a eloqüência; Cléo, a história; Erato, a poesia amorosa;
Euterpes, a poesia lírica e a música; Polímnia, a poesia sagrada; Thália, a
poesia pastoral e a comédia; Melpomene, a tragédia; Terpsichore, a dança, e
Urania, a astronomia.
Myers, Frederick William Henry (1843-1901).
Escritor inglês, poeta, ensaísta e pesquisador. Em seus livros defendia a idéia
de que a consciência subliminar era uma vasta região, escondida no fundo da
consciência comum, e que estava ligada diretamente com o sobrenatural. Um dos
fundadores da Society for Phichical Research (Sociedade para Pesquisa Psíquica),
em 1882. Seu trabalho Human Personality and its Survival of Bodily Death
(Personalidade Humana e sua Sobrevivência à Morte Física), de 1903, foi
considerado por william James como "a primeira tentativa para considerar
fenômeno da alucinação, hipnotismo, automatismo, personalidade dupla e
mediunidade como partes conectadas de uma pessoa inteira".
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