Os Mistérios da Magia

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N

Naassenes. Seita gnóstica. Seus membros acreditavam que a serpente é o símbolo do conhecimento secreto. Para eles, a serpente tentava ajudar a humanidade no Jardim do Éden, quando persuadiu Adão e Eva a desobedecer a Deus.

Nabucodonosor. Rei da Babilônia de 604 a.C. a 562 a.C. Tentou fazer de si mesmo objeto de adoração e foi forçado a comer grama e beber como um boi. Sua loucura é descrita no quarto capítulo do Livro de Daniel.

Nagalismo. Adoração de serpentes. O termo deriva do sânscrito naga, serpente. O nagalismo é praticado em vários pontos do mundo, como Burma, Egito, Grécia, Índia, Estados Unidos e México.

Nagal. No México e América Central, o nagual é um espírito de guarda pessoal, mas o termo é usado em vários outros sentidos pelos próprios índios. Por exemplo: pode ser uma pessoa que se torna em um animal, um espírito companheiro, ou bruxo que se transforma.

Nahemah. Nome da princesa dos súcubos, os demônios femininos.

Napoleão I (1769-1721). Imperador francês de 1804 a 1814 e durante "cem dias", em 1815, iniciados em março, com o desembarque em Golfo Juan, e terminados em junho, na planície belga de Waterloo, sendo depois exilado no rochedo de Santa Helena. Dizia-se que tinha um demônio particular que costumava aparecer nos corredores do palácio das Tulherias, em Paris.

Natividade. Em astrologia, o momento do nascimento, quando o ser respira pela primeira vez, iniciando um processo de condicionamento às energias cósmicas. Nos primeiros anos do bebê, começam a se desenvolver vários canais de receptividade à energia cósmica, que resultam em um modelo de vida que depende da estimulação cósmica.

Nazar. No Irã, a fascinação do olho do mal.

Nebo. Nome usado por Stanislas Guaita, que introduziu a Sociedade Rosacruz na França, no século XIX.

Necromancia. Adivinhação através dos mortos. Eliphas Lévi dedica alguns de seu livros a essa mancia e fala do seu sucesso ao tentar entrar em contato com os mortos. O ocultismo moderno trata a necromancia como a arte de controlar os espíritos dos mortos. Através da necromancia, os ocultistas tentam provar que o corpo astral ascende a um plano etéreo e misterioso e que a alma vai para um plano ainda mais superior. O corpo físico permanece na terra, o corpo astral numa região intermediária e a alma num plano diferente. O corpo astral retém uma pouco da vida e pode permanecer em contato com o mundo físico, porque absorve energia de pessoas vivas e continua sua existência indefinidamente.

Neófito. No sistema cabalistico de Aleister Crowley, o primeiro dos dez graus que designam as esferas pelas quais cada aprendiz ascende de homem comum a deus potencial.

Netanebus. Rei do Egito no século IV a.C. Mágico, preparava filtros, conhecia astrologia e adivinhação e sabia lançar dados. Fazia réplicas de seu exército e do inimigo e, observando o movimento dessas réplicas em uma bacia com água do Nilo, conseguia prever de quem seria a vitória.

Neuburg, Victor (1883-1940). Discípulo de Aleister Crowley, transformado em camelo no deserto algeriano, e, 1909. Crowley o conseguiu invocando Chorozon, o demônio do caos.

Ngwa. Magia, para os sudaneses. A palavra em geral representa madeira e é usada para referir-se á magia apenas em determinados contextos.

Nichusch. Em escritos cabalísticos, uma indicação profética. Os cabalistas acreditam que tudo tem uma conexão, tudo interage, e disso resulta que qualquer coisa pode ser uma indicação profética.

Nietzsche, Friedrich (1844-1900). Filósofo alemão. Disse que "Deus está morto". Afirmou a existência da vontade do poder, o eterno retorno, o perigo da democracia. Recebeu muitas das suas idéias através das visões.

Noite, Cavaleiros da. Os antigos teutões acreditavam que a alma dos mortos voltavam ao mundo dos vivos durante a noite ou tempestade. A crença nesses espíritos demoníacos é a base para a fé medieval nos cavaleiros da noite e nos pesadelos. Muitas histórias surgiram sobre hordas de demônios noturnos e almas de mortos. Esses íncubos apertavam os seios das mulheres, sugavam o leite das mães e das vacas e causavam pesadelos.

Nome. Para o mágico, o nome sintetiza a característica de tudo que a palavra representa e identifica. É também uma imagem em miniatura e um substituto para o ser ou objeto. Um exemplo para isso é o fato de que os magos usam dois nomes, um mais simples e conveniente, socialmente, e outro conhecido apenas pelos iniciado. Plutarco escreveu que o nome secreto do guardião de Roma era conhecido nos tempos antigos. O Deus de Israel tem um nome que não pode ser dito. Uma lenda egípcia revela como Ísis tentou capturar o poder do onipotente deus-sol Rá, conhecendo seu verdadeiro nome. No mundo muçulmano, os nomes de Deus são transcritos em amuletos e pentáculos, seja diretamente ou através de números. Na magia e bruxaria, o sucesso da invocação ou exorcismo depende do conhecimento exato do nome a ser chamado. Alguns povos tentam escolher os nomes de seus filhos de maneira a protegê-los dos demônios.

Nomes de Satã. O Malleus Maleficarum, um tratado publicado no século XV por Heinrich Kramer e Jakob Sprenger, indica que Satã pode ser invocado sob vários nomes, sendo que cada um deles tem um significado específico: Asmodeus, Behemoth, Diabolus, Demônio, Belial e Belzebu são alguns deles.

Nomes Divinos. A ciência dos nomes foi desenvolvida por iniciados judeus. Em seus trabalhos e nas tradições orais, o tetragrama YHWH é o mais secreto entre os nomes de Deus: É proibido para a maioria das pessoas e somente círculos fechados o conhecem.

Nomes do Poder. Nomes ou títulos de divindades antigas, usados em encantamentos, e forma a levar o mágico a adquirir e utilizar os poderes dos que são nomeados. Muitos desses nomes derivam daqueles associados com deuses do mundo antigo. Mágicos modernos se basearam nas práticas judias e na cabala para seus rituais.

North Berwick, Bruxas de. O julgamento de bruxas em North Berwick, Escócia, começou quando surgiram as milagrosas curas efetuadas por Gilly Duncan, uma jovem que confessou ter ligações com o Diabo e nomeou seus cúmplices. Os julgamentos começaram em 1590, terminando em 1592, e podem ter inspirado o rei JamesVI da Escócia (James I na Inglaterra e Irlanda) a escrever o seu Demonology, publicado em 1597. Em 1590, David Ceaton torturou sua jovem empregada, Gilly Duncan, que confessou ter sido possuída pelo demônio. Entre sua cúmplices estava um certo John Fian, que, se dizia, praticava levitação e usava cadáveres para fazer talismãs. Outra acusada foi Agnes Sampson, que denunciou várias pessoas como conspiradoras contra o rei James VI. Segundo ela, essas pessoas iriam afundar o barco do rei, durante uma viagem entre Oslo e Leith, Através de uma tempestade mágica. O rei foi salvo, mas Fian, Sampson e muitas outras pessoas foram condenados à morte "por bruxaria e magia".

Nostradamus (1503-1566). Médico francês, alquimista. Autor de tratados herméticos, livros de alquimia e profecia. Em maio de 1555 foi publicada a sua obra mais importante: As profecias de Michel de Nostradamus. Esta edição era incompleta e, em 1568, apareceu a obra completa, editada em Lion.

Nove. Um número de grande poder mágico, refletido nas nove musas, nove dias da queda de Satã, nove portas do inferno, nove ordens de anjos e demônios. Em astrologia, a nona casa representa comunicação, criatividade, idéias. Segundo Eliphas Lévi, é o número que representa a iniciação na arte da magia.

Nove Nomes Divinos. Usando-se nomes divinos, pode-se espantar os demônios. São eles: Eheieh, Iod, Tetragrammaton Elohim, El Elohim Gibor, Eloah Va-Daath, El Adonai Tzabaoth, Elohim Tzabaoth, Shaddai.

Novo Pensamento. Movimento criado por Phineas Quimby (1802-1866), o Novo Pensamento combinava auto-sugestão, curas milagrosas e magnetismo. Acreditando que uma pessoa saudável pode curar uma doente, criou o "poder do pensamento positivo", e antecipou o movimento da ciência cristã.

Nuctemeron. Uma das obras mais importantes da magia assíria, provavelmente escrita por Apolônio de Tiana e introduzida no ocidente por Eliphas Lévi.

Nudez. Os bruxos acreditam que o corpo humano é um armazém de energia cujo poder é embaraçado pela roupa. Por isso, fazer suas assembléias nus.

Numa Pompilho. Segundo rei lendário de Roma, sucessor de Rômulo, acredita-se que praticava magia e que seu conselheiro Egeria era na verdade uma ninfa.

Número. A lei da correspondência encontra sua expressão exata nos números. Filolau, um discípulo de Pitágoras, escreveu que se pode "ver a natureza e o poder dos números manifestando sua força não apenas em coisas divinas e demoníacas, mas também em todas as atividades e pensamentos do homem, formas e temperamento. Para os magos, os números são o símbolos da criação. Assim o número um simboliza a força original, criativa que governa e unifica o mundo. O número dois é o equilíbrio entre forças opostas. O três, a geração de três forças em uma, a criação mesma. O quatro, é o primeiro arcanjo individual dos elementos ,formas e temperamento. O cinco , a cabeça humana criando planos e dirigindo os membros do corpo. O seis, a realização na Terra dos desígnios divinos. O sete, a hierarquia dos elementos que causam as formas individuais e sua evolução. O oito, é o reflexo do quatro, a ordem e o poder dos quatro lados do quadrado. O nove, é a harmonia dos três mundos - vida, mente e matéria. O dez é a unidade do cubo e o surgimento de um novo ato de criação.

Numerologia. Conhecimento moderno baseado na antiga magia dos nomes. Os nomes são infinitos no sua diversidade, mas todos podem ser reduzidos a uma cifra unitária, de um a nove, às vezes com a soma do 11 e 22. A forma para encontrar o número correspondente a um nome é transformar cada letra em um número. No sistema moderno, usa-se a seguinte distribuição do alfabeto em relação aos números:

1   2   3   4   5   6   7   8   9

A  B  C  D  E   F   G  H  I

J   K  L  M  N  O  P  Q  R

S  T  U  V  W  X  Y  Z

Nesse sistema, obtém-se o número da pessoa pela soma dos números de todo o seu nome. O número final, entre 1 e 9, revela a personalidade, o estilo de vida, e o futuro do interessado. ( O método para se chegar à cifra unitária é a significação de cada uma delas está exposto em Planeta 132-A, "Dicionário do Inexplicado", pag. 60.)

Nyoro, Adivinhos de. Os nyoros em Uganda, consultam adivinhos sempre que surgem problemas. A forma mais comum de adivinhação entre eles é pelo jogo de conchas. Outras formas usadas são a leitura do couro de um animal sacrificado e o exame dos desenhos feitos na água por galhos.

Oculta, Filosofia. Eliphas Lévi sintetiza a filosofia oculta em seu Doutrinada Magia Transcedental da seguinte forma: "Por trás de toda alegoria mística ou das doutrinas antigas, por trás das estranhas ordens de todos os iniciados, sob o escudo de todos os escritos sagrados, sob a ruína de Nínive ou Tebas, ou das pedras dos velhos templos e da visão das esfinges assírias ou egípcias, nas monstruosas e maravilhosas pinturas que interpretam para a fé da Índia as inspiradas páginas dos Vedas, nos emblemas dos nossos velhos livros de alquimia, nas cerimônias praticadas como recepção por todas as sociedades secretas, são encontradas indicações sobre a doutrina que em todo lugar é a mesma e em todo lugar respeitada." Assim existe na natureza "uma força que é incomensurável e que um homem, que saiba adaptá-la e dirigi-la, poderá conhecer todo um mundo. Essa força era conhecida dos antigos: é o agente universal, a primeira meteria, o grande trabalho". E diz Lévi: "Depois de passar a vida à procura do absoluto na religião, ciência e justiça. Depois de dar voltas no círculo de Fausto, chegamos à doutrina primal e ao primeiro livro da humanidade. Nesse ponto paramos, descobrindo o segredo da onipotência humana e progresso sem fim, a chave de todo o simbolismo, a primeira e final doutrina: entendemos o que queremos dizer com a expressão tão usada - o reino de Deus".


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