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Ocultas, Universidades.
Trabalho sobre ciências ocultas aludem à existência de
centros de iniciação em vários países. Salamanca teve vários desses centros.
Outros deles, nos tempos antigos, ficavam no Egito e Babilônia. Helena Blavatsky
afirmou várias vezes que muitas dessas escolas ficavam no Tibete.
Ófitos.
Gnósticos que cultuam a serpente (óphis, em grego) como símbolo do
conhecimento secreto e divino. Membros da seita acreditavam que a serpente
tentava ajudar Adão e Eva, quando persuadiu a comer a fruta da árvore do
conhecimento.
Ogros.
Criaturas conhecidas por sua força e feiúra. Muitos heróis mitológicos
testaram sua coragem contra esses seres malévolos, que fazem parte de folclore
de países nórdicos.
Olímpicos, Espíritos.
De acordo com autores ocultistas, sete espíritos
olímpicos dirigem o mundo. são também chamados de sete administradores do céu.
On (Aum).
Sílaba mística no hinduísmo, ocultismo, maçonaria primitiva e cultos
praticados em algumas comunidades jovens atuais. A sílaba hindú originalmente
denotava aprovação, mas é hoje a mais solene de todas as palavras ouvidas na
Índia. Uma mantras que representa a constituição tripla do universo usada na
invocação, bênção, afirmação e promessa. É geralmente colocada no início das
escrituras sagradas. É cantada em cada refeição pelos membros das comunidades,
depois de lavaram as mãos e ficarem por dois ou três minutos em meditação silenciosa.
Om Mandi Padme.
Uma interjeição mística gravada nas paredes pra proteger as
construções e vilas tibetanas.
Operações Mágicas, Preparação para.
O mago quer se dedica seriamente a
magia, de acordo com Eliphas Lévi, precisa primeiro fortificar sua mente contra
o perigo da alucinação e do horror. Precisa acima de tudo se purificar durante
noventa dias. Esse número é sagrado e figura em vários tratados. Nos algarismos
arábicos, consiste do círculo, que é o símbolo do infinito, e do número quatro,
que sintetiza o arranjo individual dos elementos. A purificação do mago consiste
na renúncia aos prazeres do corpo, numa dieta vegetariana, na abstinência à
bebida alcoólica e em horas de sono bastante regradas. Todo tipo de roupa e
objetos usados deve ser cuidadosamente limpo: toda sujeira é evidência de
negligência, e negligência é mortal na magia. A atmosfera precisa ser purificada
com perfumes que devem ser espargidos sucessivamente nos quatro pontos cardeais,
enquanto se pronunciam as palavras sagradas. O mago deve se isolar no início da
operação. de maneira a se concentrar e melhor selecionar seus pontos de contato.
Tanto quanto possível, convém ficar longe de objetos feios e pessoas más. O mago
deve evitar conviver com as pessoas em geral, a não ser aquelas que tenham
alguma relação com a iniciação.
Opostos, Doutrina dos.
A existência de pares de opostos na natureza está por
trás da teoria mágica baseada na procura do misterioso uno que deve reconciliar
toda diversidade na unidade. A alternância entre dia e noite, vida e morte,
calor e frio, calma e violência leva a acreditar que opostos são manifestações
de algo maior, de que fazem parte. O filósofo Alemão Friedrich Hegel levou essa idéia
para a filosofia, revivendo a dialética, com suas teses, antíteses e sínteses. Essa
doutrina exige do mágico experiência e mestria para poder equilibrar as forças
ao seu comando-amor e ódio, instinto e razão, bondade e maldade. Muitos rituais
mágicos têm como foco o equilíbrio dessas forças opostas. O que importa nesses
rituais não é o homem animal ou o homem pensador, mas todo o homem, que precisa
ser inteiro para usar todos os seus poderes.
Oracular, Cabeça.
Na tradição alquímica, a cabaça oracular era o resto de um
sacrifício humano. Esses sacrifícios eram feitos para chamar a atenção de
espíritos familiares. Uma cabeça humana, preparada de acordo com ritos
especiais, devia dar respostas a perguntas feitas e ela. O papa Silvestre II,
cujo papado foi de 999 a 1003, dizia-se tinha uma cabeça de ouro com poderes
oraculares. A cabeça oracular era conhecida desde a Grécia Antiga.
Oráculo.
O altar de um deus no qual perguntas são feitas; a palavra também é
usada para designar a resposta obtida em tal altar, através de uma pitoniza. O
mais famoso dos oráculos foi o de Delfos, mas o de Dodona, Epidauros e Trofônio
também foram muito conhecidos na Grécia antiga. Talvez o mais antigo tenha sido
o de Esculápio, filho de Apolo, chamado de Curador, porque tratava doentes
através de sonhos que surgiam enquanto dormia no templo. Esse templo ficava em
Epidauros. O oráculo de Delfos, situado em Parnassus, era um templo dedicado a
Apolo, o deus da eloqüência. Todos que visitavam o templo deviam levar uma
oferenda. Logo o local ficou cheio de tesouros e presentes dos gregos e dos
estrangeiros, o que despertou a cobiça dos colecionadores de ouro e
preciosidades. Apolônio de Tiana contou em detalhes sua visita ao oráculo de
Delfos. A purificação em água sagrada era seguida pelo sacrifício de um touro e
um bode ao deus. Apolônio entrou no templo com uma folha de oliva nas mãos,
esperou em frente a estátua de Apolo, no interior da caverna. Depois de um
tempo, a sacerdotisa Pítia surgiu e sentou-se sobre uma trípode. Ela começou a
tremer nervosamente, mas nada disse de inteligível. Suas convulsões tornaram-se
violentas e ela espumava pela boca. Tiana havia perguntado se seu nome seria
lembrado no futuro. A resposta, enfim, foi que provavelmente sim, mas apenas
para ser caluniado.
Ordem da Aurora Dourada.
Ver Golden Down, Ordem da.
Órfica, Magia.
O irresistível poder da música de Orfeu fazia com que animais,
árvores e pedras o seguissem e tempestades caíssem sob seu comando. Sua música
tinha poderes sobre a escuridão: ele desceu ao inferno, encontrou sua amada
Eurídice e levou-a de volta ao mundo dos vivos. Orfeu instruiu os gregos sobre
medicina e magia, e mesmo depois de sua morte seus membros foram usados como
oráculos.
Órfico, Ovo.
Doutrina atribuída a Orfeu. Afirma que todo o universo tem forma
de um ovo e tudo que dele faz parte deve ter a mesma forma. A doutrina se
relaciona com a teoria mágica da correspondência entre o microcosmo e o
macrocosmo.
Ouroboros.
A serpente que come o seu próprio rabo, símbolo usado pelos
alquimistas gregos e mencionado no Livro de Samuel.
Ovídio (43) a.C. - 18 d.C.
Poeta romano em seu livro Metamorfose , atribui
a seguinte invocação a Medéia, a mais famosa maga da mitologia grega: "Oh,
noite, fiel preservadora dos mistérios, com sua ajuda eu incito os mares calmos
com minhas palavras, quebro os dentes das serpentes com meus encantamentos. Eu
ordeno que os fantasmas saiam de suas tumbas."
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