Os Mistérios da Magia

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Rabdos. Demônio que, acredita-se, foi um homem sábio em certa época. Conhecido como um estrangulador, personifica o rhabdos ou vara, um dos emblemas principais da magia. Ao mesmo tempo , é símbolo fálico.

Rahu. Demônio hindu cujo nome quer dizer A Tormenta. As pessoas adoram-no para desviar os ataques dos maus espíritos.

Rainha da Noite. No século XII, John Salisbury escreveu que alguns homens acreditavam que a Rainha da Noite ou Herodias os chamava para encontros noturnos. Nesses encontros, afirmavam, crianças eram comidas, mais tarde vomitadas e novamente levedas para seus berços pela deusa.

Rainha do Sabá. Ainda que a maioria dos sabás tenha sido presidida por homens, no século XVII os feiticeiros bascos eram dirigidos por uma rainha, que era a própria noiva do Diabo.

Rainha dos Elfos. Em alguns dos julgamentos escocêses de bruxas, a Rainha dos Elfos era mencionada como uma divindade presente no sabá. Dizia-se que tinha relações com os bruxos.

Raju Sathyanarayana (1917- ). Místico hindu, conhecido por seus seguidores como Baba, o qual afirma ser a reencarnação de Krishna. Diz-se que fez várias curas milagrosas, produziu estátuas de Krishna através de magia, transformou água em gasolina, e curou a si mesmo de um ataque do coração descansado no corpo de outra pessoa. Sua meta é restaurar a justiça no mundo mostrando aos homens como seguir o "caminho moral".

Rasputin, Grigori Efimovich (1871 - 1916). Famoso monge e ocultista russo, conhecido pelo nome de Rasputin. Iniciou um novo culto na corte de Nicolau II, onde a dança e a devassidão eram misturadas com o misticismo. Teve grande influência sobre a família imperial russa após salvar o príncipe Aléxis da morte. Ao que diziam seus seguidores, o príncipe foi salvo por um milagre de Rasputin.

Recordi, Peter. Monge carmelita condenado pela inquisição em Carcasonne, em 1329. Foi acusado de fazer imagens, usar sangue de sapo em rituais e sacrificar uma borboleta para o Diabo. Acreditava-se que Ricordi escondia imagens consagradas ao Diabo em casas de mulheres com quem ele desejava ter relações sexuais.

Redfearne, Alison. Uma das bruxas de Lancashire, enforcada em 1612. Tinha apenas onze anos de idade.

Reencarnação. A doutrina da reencarnação está diretamente relacionada com a crença da imortalidade da alma, de origem oriental, e considera que todo indivíduo possui um elemento físico, que, à sua morte, pode renascer noutro corpo,. Ela é professada tanto pelo ocultismo antigo como pelo moderno e, de acordo com Gerard Gardner, autor do Bruxaria hoje (1955), os feiticeiros modernos acreditam na reencarnação e dirigem seus pedidos ao Senhor do Mundo Inferior. A deusa que ascende ao nosso mundo é a noiva do Diabo, a qual se presume influenciar a decisão do seu amado do sobre o local e o memento em que a pessoa deve reencarnar.

Reich, Wilhelm (1897 - 1957). Psiquiatra e pensador austríaco. Inicialmente discípulo de Freud, Reich desenvolveu a teoria da importância do orgasmo, concluindo que a sexualidade é "o centro ao redor do qual gira o conjunto da vida tanto social quanto interior do indivíduo". Sua primeiras pesquisas a respeito da força ou energia vital, feitas quando ainda era estudante, levaram alguns de seus colégas a considerá-lo um discípulo de Bergson, o filósofo francês da energia vital, parente do mago inglês MacGregor Mathers. Suas experiências culminaram, anos mais tarde, com uma teoria que envolve certa substância cósmica chamada orgone, para a qual ele criou uma caixa expecial - a caixa orgônica - destinada q tratar seus paciêntes. Há quem considere Reich como um mago inconsciênte, relacionando a energiaorgônica com a "luz astral" de Paracelso e Eliphas Lévi, ou a "energia vital" dos alquimistas.

Religião e Magia. O antropólogo britânico Sir James Frazier 1854 -1941) fez uma rígida distinção entre religião e magia, afirmando que a primeira suplica pelos poderes do universo, enquanto a ultima tenta submetê-los. Rejeitando esta explicação, muitos dos modernos historiadores de religiões lembram o fato de que todas elas têm elementos mágico. E insistem que, tanto uma como outra, atribuem uma relação direta entre o homem e o universo.

Remedio para a Pele. Encantamento cigano dirigido à cura de problemas da pele, através das seguites palavras mágicas.

Duy yákhá hin mánge Eu tenho dois olhos
Duy punrá hin mánge Tu tenho dois pés
Dukh ándrál yákhá Dor dos meus olhos
Já ándre punrá! Vá para dentro dos meus pés!
Já amdrál pçuv Vá para os meus pés
Já andré pçuv! Entre no solo!
Já andrál pçuv Vá para o solo
Andro meriben! Para a morte!


Renascimento. Oredenação simbólica que constitui a morte e o renascimento, e que confere ao neófito novos pais e os poderes que deles derivam.

Reuchlin, Johann (1455 - 1522). Estudioso Alemão, seguidor da doutrina cabalística de Pico Della Mirandola. Autor de A Arte Cabalística e O Mundo Mirífico, onde expõe suas idéias místico cabalísticas. Sua obra influenciou profundamente o ocultista Alemão Agrippa Von Nettessheim.

Rhasis (cerca de 850 a 932). Alquimista nascido no Iraque. Seu nome verdadeiro é Mohammed-Ibn-Secharjah-Aboubekr Arrasi. Os orientais o chamem de Imã, e entre os iniciados e os ocidentais ele é descrito como o Gasleno árabe, Avicena afirma ter conhecido cerca de 226 tratados escritos por Rhasis. Seus espíritos falam de correspodências planetárias e sobre a influência das estrelas na formação de substâncias metálicas no solo.

Rhine, Joseph Banks (1895 - 1980). Parapsicólogo americano, um dos fundadores da nova ciência. Em 1965, depois de 38 anos de serviço na universidade Duke, no Laboratório de Psicologia, onde foram desenvolvidas as suas mundialmente famosas experiências sobre percepção extra-sensorial, Rhine retirou-se e tornou-se diretor da Fundação para a Pesquisa da Natureza do Homem, Em Durham, Carolina do Norte. Seus livros incluem Percepção Extra-Sensorial (1934) e Novo Mundo da Mente (1953).

Ricardo II (1367 - 1400). Rei da Inglaterra, acreditava-se que era um líder de um culto de feiticeiros, desde que conseguiu acabar com uma rebelião que custou a vida do chanceler líder religioso inglês Simãon Sandbury. Conhecida como Revolta dos Camponeses(1381), a Rebelião de Watt Tyler foi inicialmente dirigida contra a Igreja. Sandbury foi preso e decapitado e Londres foi tomada pelos rebeldes. Ricardo, descendente do fundador da Ordem Jarreteira, mal havia chegado aos quinze anos e conseguiu persuadir o exército inimigo a volta as suas casas. Segundo Margaret Murray, estudiosa da bruxaria medieval, os camponeses aceitaram a proposta de Ricardo II porque este representava algo além ou acima da lei e da Igreja. Para ela toda a família Plantagenet, à qual o rei pertencia, era formada de seguidores de um culto demoníaco.

Ripley, George. Alquimista e filósofo do século XV. O pesquisador A.Waite afirma que "Ripley estudou em Bridlington, na diocese de York, Inglaterra. A tranqüilidade da vida monástica levou-o a pesquisar com profundidade os grandes mistérios da química transcedental, embora tenha descoberto que esses mistérios estavam além de sua compreenção. Decidiu viajar, então, certo que poderia descobrir, dialogando com filósofos, aquilo que não conseguia aprender através de livros. Na Itália, Alemanha e França aproximou-se de vários homens de conhecimento. Tornou-se conhecido até pelo Papa, o que despertou o ciúme dos habitantes da irmandade, quando voltou ao convento. Passou a viver sozinho e dedicou o resto de sua vida a escrever 24 livros. Os DozePontos da Alquimia foi composto em 1471, e nele Ripley afirma que suas experiências foram relizadas de 1450 a 1470, quando descobriu que tudo que acreditava antes era falso.

Ritual da Ablução. Ritual iniciatório que usa a água para a purificar do corpo da contaminação da morte e revivê-lo. Era praticado não apenas no Egito mas em várias e misteriosas regiões do mundo grego-romano.

Ritual Mágico. O objeto do ritual mágico é controlar as forças sobrenaturais. Para isso, o mágico recorre a cerimônias tenta invocar algum tipo de e poder sobrenatural , como um espírito, um demônio, uma força cósmica ou um deus. Mas o nome que o mágico usa para identificar essa força não é importante. O ritual mágico é então uma analogia entre o homem e seu universo; o mágico usa a cerimônia como uma demonstração visível de sua identidade, com um poder sobre-humano, admitindo que, assim como o ser humano é influenciado ou inspirado pelo cerimonial, da mesma forma o são as forças do universo. Ele atual apenas no sentido de atrair as forças do bem e desativar as forças do mal. Na tradição mágica do ocidente, a esquerda é o lado do mal e a direita o lado do bem. O mágico usa mímica, gestos, encantamentos e outros tipos de auxílios, para com isso criar um estado de intoxicação mental e emocional que o leva além do seu normal, dando-lhe poderes sobre-humanos. Por isso, estimula sua imaginação até o ultimo grau para chegar a um estado mental que o faz sentir-se como um deus ou como a força cósmica invocada.
O ritual básico europeu é baseado na natureza humana e tem traços semelhantes ao homem pré-histórico. É uma mistura de culturas, religiões e filosofias do Mediterrâneo, do Oriente Médio e do Egito, anteriores ao cristianismo, às religiões antigas e misteriosas nas quais o ritual era a forma de ligar o adepto ao deus, à Gnose, cuja a hierarquia de forças sobrenaturais podia ser invocada a um controle mágico, ou do corpo de doutrinas místicas judias, hoje conhecidas como Cabala. No ritual, o mágico deve primeiro preparar a si mesmo e ao seu equipamento; deve comer pouco, praticar a castidade, estar limpo e usar vários tipos de limpeza corporal, de modo a iniciar o processo de elevação da mente dentro de um estado de concentração necessário para o ritual. Alguns magos modernos seguem os preceitos dos grimórios medievais, outros preferem o modelo grego-egípcio. Aleister Crowley, por seu lado, preferia os métodos gnósticos.

Rituale Romanum. Livro Litúrgico que contém todos os rituais normalmente administrado por um padre, incluindo um ritual de exorcismo

Romana, Astrologia. Quando o Oriente entrou em contato com Grécia e mais tarde Roma conheceu a cultura helênica, a ênfase dada à astrologia cresceu até chegar ao apogeu dos tempos da Roma Imperial. Os astrólogos eram então chamados matemáticos e Chaldaei - palavra criada a partir dos antigos caldeus, os quais eram grandes astrólogos. Um dos campos mais afetados pela astrologia nessa época era o da prática da medicina.

Romano, Encantamento. Os romanos tinham fórmulas mágicas para praticamente todas ocasiões. Uma delas era especialmente usada contra a montaria de um inimigo:"Eu invoco o demônio para por as mãos sobre o cavalo, para prendê-lo e segurá-lo de forma que ele não possa se mover". Outra servia para espantar a dor: "Em um papel que deve ser passado em volta do pescoço: uma formiga não tem sangue nem bílis, fuja, dor, senão um caranguejo vai comê-la". Cato, em De Agri Cultura, menciona um encantamento contra osso deslocado: "Huat hanat huat, ista pista sista, Domiabo damnaustra".

Rosa. Flor que simboliza beleza, pureza e poder. Para os romanos e gregos, era o emblema do silêncio. Tal simbolismo tem origem em práticas mágicas anteriores, onde a presença de uma rosa significava que tudo que ocorresse ou fosse dito ali não deveria ser divulgado. Para os alquimistas essa flor era o ingrediente usado em filtros de amor, e para os muçulmanos era uma lembrança da lágrima que caiu dos olhos do profeta. Alguns místicos contemplam uma rosa enquanto meditam. Contudo o segredo da rosa é tão guardado que apenas uns poucos iniciados conhecem seu sentido mais profundo. É o símbolo dos segredos mais ocultos, porque é uma das poucas flores que permanecem fechadas até abrir sua corola, pouco antes de morrer. Muitas sociedades secretas, como os Maçons, os Templários ou os Rosacruzes, têm a rosa como um dos seus emblemas.

Rosacruzes. Organização cujo propósito é investigar e conhecer as leis cósmicas da natureza. Embora existindo há séculos, a confraria Rosacruz começou a se fazer conhecer só a partir de uma série de brochuras publicadas na Alemanha entre os anos de 1614 e1616. Dedica-se ao estudo das faculdades e talentos dos homens para poder elevá-los. Não é religiosa ou sectária, não têm ambições políticas e nem conceitos específicos sobre moral. Sua sede fica na Califórnia, Estados Unidos, e o seu símbolo é uma cruz rosada. O nome da ordem deriva do seu fundador, Christian Rosenkreutz, o qual segundo se afirma, morreu em 1484, aos 106 anos, depois de ter sido iniciado na ordem da Terra Sagráda e ter transmitido seu conhecimento a oito iniciados. O astrólogo dinamarquês Max Heindel afirma que foi visitado, em Berlim, por espíritos invisíveis que o instruíram a restabelecer a antiga sociedade secreta. Heindel, mais tarde, completou a construção do Templo Rosacruz em Los Angeles, em 1920. A ordem se espalhou pelo ocidente e seus adeptos estudam alquimia, astrologia e outras práticas ocultas, acreditando que a fé pode ensinar os segredos das vida através de um ritual, de estudos e do Desenvolvimento espiritual.

Rubi. Ghema que protege todo aquele que a usar contra a fome, a peste ou a bruxaria.

Rumi, Jalaluddin. Fundador da Ordem Sufí dos Devixes Malauwio, na Pérsia, no século XIII. Escreveu seis livros em honra aos devixes, cujas danças têm um significado cósmico.

Runa. A simples palavras Runa tem algo misterioso. sempre foi assim, desde que começou a seu usada na Inglaterra, na Idade Média. No início as runas eram associadas à magia, adivinhação e outros rituais pagãos dos germânicos. As 24 runas do alfabeto germânico foram usadas para invocar ou resguardar contra o poder contido nestas palavras. Na mitologia germânica, Woden, atormentado pela fome e pela dor durante nova noites , criou as runas que mais tarde passou para os homens. As runas tem o poder de reviver os mortos e estão associadas à saúde, fertilidade e amor. A crença na magia rúnica sobreviveu até o século XVII.


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