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Talismã.
O talismã é um ritual mágico em uma forma simbólica. Ele exerce diretamente seu poder sobre as coisas, devido as suas qualidades interiores. Ainda que outros rituais tenham adquirido um significado
religioso através de forças externas, como deuses e espíritos, o talismã continua a ter apenas um significado mágico. Algumas vezes esta representação é baseada na configuração dos objetos, outras
em uma ou mais fases de suas ações: uma figura humana, por exemplo, representa um homem. Os sinais primitivos representam uma linguagem gráfica universal. Mais tarde, preservaram-se as propriedades
mágicas da palavra escrita, mas depois o ritual sagrado foi esquecido.
Talismãs Tibetanos.
O misticismo e bruxaria primitiva estão intimamente ligados ao uso de talismãs no Tibete. Certos objetos e símbolos surgem freqüentemente: a flor de lótus, as três jóias (o Buda sentado, seus
ensinamentos e sua igreja), as sete pedras preciosas ( o movimento da lei budista, a geme sagrada, a pedra da mulher fiel, a gema de um bom ministro, o elefante branco, o cavalo e a pedra de
um guerreiro vencedor), os oito gloriosos emblemas ( o peixe dourado, o guarda-chuva sagrado, a concha da vitória, os desígnios benéficos, a bandeira da vitória, o vaso sagrado, o lótus e a
roda), e a suástica. A fórmula Om Mani Padme Hum protege muitas cidades e edifícios tibetanos.
Tarô.
Um dos mais antigos jogos de cartas. O curioso baralho que deu origem ao tarô contemporâneo é ainda usado num jogo chamado tarochini, na Itália, e tarot na França. É usado na leitura de sorte
e, segundo alguns ocultistas, surgiu no Egito. Uma outra hipótese atribui sua invenção a um grupo de cabalistas que se reuniu em Fez, em 1200. O tarô moderno contém quatro naipes de catorze
cartas cada e 22 trunfos. As cartas são ricas em simbolismo e levam a várias interpretações, especialmente se estudadas em um sistema de correspondências. Quando usadas para adivinhação, as
cartas são misturadas e divididas em dez montes e distribuídas de acordo com o modelo formado pela cabalística Árvore da Vida, formando a chamada Árvore das Cartas.
Tchovekhano.
Entre os ciganos turcos, um termo que quer dizer fantasma ou espírito.
Telecinesia.
Habilidade para usar o poder da mente para mexer ou transportar objetos sem tocar neles.
Telepatia.
Faculdade de uma mente se comunicar diretamente com outra, sem a ajuda de sinais visuais ou de qualquer outra linguagem articulada, e sem o envolvimento de qualquer canal dos sentidos. Vista
também como habilidade psi, permite às pessoas receberem e transmitir idéias, imagens, sons ou palavras. A transferência de pensamento é descrita como fenômeno, mas a expressão "telepatia
mental" é redundância.
Tempestades.
Criar tempestades é um poder atribuído aos bruxos. No início do século VIII o arcebispo de Canterbury, admitia que os bruxos, feiticeiros e magos podiam causar tempestades. Em 1489, Ulrich
Molitor afirmava que, em geral, os bruxos causavam relâmpagos e trovões.
Templários.
Os templários ou cavaleiros do templo, uma ordem militar e religiosa estabelecida inicialmente em Jerusalém, por volta do ano 1118, para proteger o Santo Sepulcro, foi envolvida em um dos
mais longos e complexos julgamentos de bruxos da história. Originalmente baseados em um palácio perto do edifício chamado Templo de Salomão, os membros da ordem faziam votos de pobreza e
castidade. Depois que os sarracenos conquistaram a Palestina, os templários se espalharam por toda a Europa e conquistaram um poder considerável no campo político, econômico e territorial.
Em 1305, começaram a surgir acusações de heresias contra eles, e o resultado foi a supressão da ordem pelo Concílio de Virna, em 1312. Foram feitos vários julgamentos contra os templários,
o primeiro dos quais se baseava no fato de que eles não consideravam sodomia um pecado, sendo que a iniciação começava com um beijo nas nádegas, umbigo e boca do líder. Além disso, o
postulante à ordem devia negar a Deus e renunciar a Cristo, considerado um falso profeta. A renuncia formal ao cristianismo incluía cuspir sobre a cruz por três vezes, pisá-la e urinar
sobre ela. Os templários ainda foram acusados de beijar e adorar um ídolo com a forma de um bezerro de ouro, bem como de usarem um colar, que antes era colocado no pescoço do ídolo,
e adorar demônios. O Diabo e os demônios apareciam aos templários sob a forma de súcubos ou de horrível gato preto. Contudo, hoje, sabe-se que algumas das acusações contra os templários
eram exageradas. Ainda que eles possam ter praticado sodomia, heresia, paganismo ou bruxaria, a perseguição contra a ordem teve como pano de fundo interesses políticos.
Teomancia.
Parte da cabala cujo estudo se relaciona com os mistérios divinos. Os que conhecem a teomancia conseguem controlar demônios e anjos, e têm habilidade de prever o futuro e fazer milagres.
Teonanacati.
O cogumelo sagrado dos índios do sudoeste americano e do México. Geralmente usado em rituais religiosos presididos por curandeiros, produz visão e estados de exaltação ou êxtase. O seu
agente ativo foi identificado como psilocybin.
Terragon.
Acredita-se que Henrique III, um rei francês, tinha um espírito familiar chamado Terragon. D'Aubigné, o grande poeta protestante, acusou-o de conduzir missas negras no Louvre.
Tessália.
Depois que os persas invadiram suas terras, os tessalonianos tornaram-se famosos como bruxos. Sua práticas eram variadas, abrangendo desde conversas com a luz até o preparo de filtros de
amor ou de morte.
Tetas.
Figuras exibindo várias tetas ou seios datam dos tempos paleolíticos, e foram encontradas em praticamente todo o mundo antigo. Tais achados são considerados uma prova da existência do
culto da Grande Mãe, que teria sobrevivido na forma de bruxaria até tempos recentes.
Tetragrama.
Eliphas Lévi fez a seguinte observação sobre o tetragrama: "Afirmação, negação, discussão, solução: são as quatro operações filosóficas da mente humana. A discussão concilia a negação
com a afirmação, pela submissão de uma à outra. Da mesma forma, a tríade filosófica, emanando do antagonismo da dualidade, é completada pelo tetraedro, a base de toda verdade." O
tetragrama cabalístico JODHEVA expressa Deus na humanidade e a humanidade em Deus. O grande agente mágico manifesta-se através de quatro formas de fenômenos, eletricidade e magnetismo.
Teurgia.
Culto místico estabelecido por lamblichus, místico e filosófico neo-platônico que viveu no século IV. Seus servidores estavam associados com os templos do Egito e da Grécia, praticando
magia cerimonial e evocando imagens de deuses.
Tibetano, Livro dos Mortos.
O Bardo Thodol é um guia para os mortos, os quais precisam esperar 49 dias para o seu renascimento. A primeira parte do texto (Chikhai Bardo) revela o segredo do instinto do nascimento
e dos eventos pré-natais. Para alguns interpretes, o livro é a chave dos ensinamentos de antigos gurus, e é visto como um guia para a morte e renascimento do ego.
Tirésias.
Necromante da Grécia Antiga, cegado pelos deuses, que tinha o Dom da profecia.
Toltecas.
Antigos habitantes de grande parte do México que afirmavam ser descendentes diretos de Quetzalcoatl, o Gêmeo Precioso, o qual era ao mesmo tempo o planeta Vênus, como a estrela da
manhã, e a Serpente Emplumada. Seus descendentes povoaram o México.
Tornait.
Na Groenlândia ao esquimós acreditam em vários espíritos, conhecidos por tornait, tartat ou tungat, que são uma espécie de ajudantes do xamã. No Alasca, os tornait são espíritos,
mas não a alma de pessoas, animais ou vegetais; geralmente maus e feios, têm formas estranhas e diferentes. São conhecidos como Semi-Pessoas, os Caminhantes ou Gigantes das
montanhas.
Torralva, Eugênio.
Mago do século XVI. De acordo com suas próprias confissões, tinha a habilidade de viajar através de longas distâncias. Médico em Castela, Torralva estudou em Roma, onde um monge
dominicano colocou a serviço de um espírito, chamado Zakiel. Este espírito concedeu a Torralva o poder de se transportar. Acusado de heresia foi condenado à prisão, mas conseguiu
libertar-se através de amigos poderosos.
Tortura.
Um bruxo, em geral não podia ser executado antes de confessar seus pecados, o que era feito sob tortura. O primeiro estágio de tortura, chamado preparatório, era feito para
forçar a confissão. Consistia apenas na visão da câmara de torturas, o conhecimento de seus aparelhos. A tortura final consistia na tortura comum seguida da tortura extraordinária,
e seu objetivo era forçar o acusado a revelar seus cúmplices. Outros métodos de tortura incluíam a perfuração da língua do acusado, enforcamento lento, imersão em água quente,
vários tipos de rodas de tortura, cadeira de ferro em brasa, torno para as pernas. Costumava-se, também, apertar e esmigalhar os dedos com um instrumento feito especialmente
para esse fim. Com exceção da Inglaterra e dos Estados Unidos, os acusados de bruxaria foram queimados em estacas, sendo queimados vivos na Itália e na Espanha, e, depois de
estrangulados, na França, Escócia e Alemanha. Jean Bodin recomendava o uso de madeira verde para prolongar o sofrimento dos bruxos recalcitrantes.
Totem.
O conceito de totem estava espalhado por grande parte do mundo paleolítico, e foi substituído por deuses e deusas com formas humanas. Muitas vezes essa mudança foi apenas parcial,
como no caso do deus Pã, por exemplo, que conservou em seu corpo os chifres e pernas de bode.
Toulouse, Julgamentos de.
Os julgamentos realizados em Toulouse, França, em junho de 1335, levaram várias pessoa à fogueira. Entre elas estavam Anne-Marie de Georgel e Catherine Delort, ambas mulheres de
meia idade, que foram torturadas antes de ser queimadas. Elas confessaram Ter servido a Satã por vinte anos, tendo se vendido para ele, nesta e na próxima vida. O julgamento de
Carcassone, pouco mais tarde, envolveu 63 pessoas, sendo considerado importante para os historiadores porque foi uma das primeiras vezes que se usou a tortura para forçar confissões
dos acusados. Alguns anos mais tarde, a inquisição condenou sete pessoas por levar um bode a um sabá, e outras oito à prisão por terem vendido a alma ao Diabo e praticar magia.
Mandou mais oito para a estaca por usar encantamentos ou matar crianças. No ano seguinte, o julgamento de 68 pessoas acusadas de magia e heresia originou a primeira referência
a dança ritual no sabá, pois alguns dos membros do culto foram acusados de dançar em um círculo mágico e de satirizar cerimônias cristãs.
Touro.
Segundo signo do zodíaco. Representa a função procriadora. No ocultismo seu gênio é simbolizado por Afrodite. Cabalisticamente, representa os ouvidos, o pescoço e a garganta do
grande velho dos céus. Touro é o silencioso e paciente princípio da humanidade.
Tradição dos Bruxos.
Historicamente, bruxo é aquele que controla as forças sobrenaturais. . Em um sentido estrito, a bruxaria é universal e sem tempo, ainda que modernamente esteja limitada a um
período que vai do século XIV ao século XVIII, na Europa. Em 1591, Johann Golderman publicou um tratado oculto intitulado De Magis. Nele definia os magos como aqueles que usavam
encantamentos do mal, ligando-se aos espíritos caídos através de poções preparadas pelo Diabo ou de artes ilícitas, que ferem ou destroem a saúde e a vida de homens ou animais.
A bruxaria está relacionada com o mundo sobrenatural, possuindo métodos e práticas através dos quais tentam controlar ou conseguir a ajuda de forças sobrenaturais.
Tradição Secreta.
O escritor ocultista inglês Lewis Spencer diz sobre a tradição secreta: "Temos evidências satisfatórias de que os mistérios antigos eram receptáculos de um conhecimento oculto,
de um rito simbólico, mágico ou semimágico, de uma prática mística. Os princípios da magia são universais e não há razão para duvidar que estes tenham sido trazidos através dos
séculos por castas hereditárias de sacerdotes, xamãs, magos, feiticeiros, bruxos. Mas não há, no entanto, a mesma evidência em relação a alta magia. Falamos daquela magia
espiritual que, tomada em seu melhor sentido, tem uma sombra de misticismo. A natureza das civilizações egípcias e babilônicas leva a crer que estes países deram origem a uma
longa série de adeptos da alta magia. Sabemos que Alexandria foi a herdeira do trabalho desses homens, mas é improvável que seus ensinamentos se tenham disseminado entre o povo.
Alguns indivíduos dominavam os segredos da alta magia do Antigo Egito, e foram eles que levaram esses conhecimentos até os gregos de Alexandria. Mais tarde, helênicos e
bizantinos desenvolveram uma magia própria, cuja a teoria é diferente da egípcia. Os ocultistas de hoje em dia reconhecem que seus antecessores dos séculos XVII e XVIII
baseavam-se em tradições e conhecimentos antigos, tradições e conhecimentos que hoje estão perdidos. A redescoberta desses fatos talvez seja a grande questão da magia
moderna."
Transe.
Um estado sonolento, caracterizado pela suscetibilidade ao mundo sobrenatural e por um aumento de sensibilidade. Nesse estado alterado de consciência, um místico penetra
no mundo astral ou se comunica com seres sobrenaturais. O médium ou sensitivo pode entrar em transe com o propósito de transmitir a um espírito que dele se utilize para
a comunicação com uma pessoa viva.
Transmutação.
A transmutação alquímica de metais vulgares em ouro é a redenção do homem, a recuperação da nobreza de sua natureza humana.
Tratamento para os Bruxos.
O único tratamento que a Idade Média aceitava para os condenados por bruxaria era a fogueira, e essa prática foi mantida até o século XVIII. Setecentos feiticeiros foram
queimados em Treves, quinhentos em Genebra, somente em três meses no ano de 1513, oitocentos em Wurtzburg, 1500 em Bamberg. Durante o reino de terror que tomou conta da
Europa, entre 1300 e 1600, de acordo com Jules Michelet, historiador francês do século XIX, a justiça era administrada sempre da mesma forma: pelo fogo, em um livro
publicado em 1965, Justine Glass afirma que cerca de nove milhões de pessoas foram mortas durante os séculos em que durou a perseguição contra os bruxos. Já o pastor
protestante william Perkins, em um livro publicado em 1608, fez uma lista dos requerimentos para a condenação de um bruxo. Alguns deles são: - 1)Difamação notória por
várias pessoas que afirmassem ser o acusado um bruxo; - 2)Se um bruxo ou mago desse testemunho de que o acusado era um bruxo; - 3) Se o suspeito fosse filho, irmão,
servo, vizinho ou antigo companheiro de um bruxo; - 4) Se fosse encontrada a marca do Diabo no suspeito; - 5)Se o suspeito fosse inconstante ou inverídico em suas
respostas.
Três.
Número sagrado com associações mágicas. Em numerologia, o três é o número da criação e o primeiro número capaz de reconciliar ao opostos e criar mais números.
Três Animais Simbólicos.
O touro, o cão e o bode são, de acordo com Eliphas Lévi, os três animais simbólicos da magia hermética. São ao mesmo tempo, a síntese das tradições egípcias e hindus.
Treves.
Cidade de vários julgamentos de bruxos. Em 1572, cinco bruxas foram queimadas por Maximiniano, e Johann von Schonembrog perseguiu protestantes e feiticeiros nessa
cidade entre 1581 e 1589. Flade, o juiz de Treves , também foi condenado à morte, acusado de bruxaria. O padre Loos protestou contra execução de Flade e foi exilado.
Peter Binefeld exerceu o controle durante os anos de perseguição (1587 - 1594), quando cerca de 150pessoas foram levadas a julgamento.
Trevisan, Bernard.
Alquimista do início do século XV. Arthur E. Waiter escreve sobre ele: "Bernard Compte de la Marche Trevisan tinha um espírito familiar ou um pássaro do demônio em seu
poder. Era chamado 'o bom' e conseguiu uma reputação particular de bondade. Descendente de uma família nobre de Pádua, Trevisan começou a estudar a ciência da alquimia
no tempo em que Basílio, na Alemanha, e os dois Isaacs, na Holanda, trabalhavam sobre o mesmo tema. Seu pai era médico em Pádua, onde ele nasceu em 1406. Durante quinze
anos Trevisan fez experiências de alquimia, ao fim desse tempo, conseguiu um perfeito conhecimento de alquimia. O trabalho mais conhecido de Trevisan é A Filosofia
Natural dos Metais. Ele insiste na necessidade da meditação para todos os estudiosos da filisofia hermética."
Triângulo das Bermudas.
Região que vai da Flórida, nos Estados Unidos, às Bermudas, Porto Rico e Jamaica, conhecida também por Triângulo da Morte. Nessa Zona, navios e aviões desapareceram,
neste século sem deixar traços. Em dezembro de 1945, os pilotos de cinco bombardeiros americanos, que tiveram partido de sua base em Fort Lauderdale, na Flórida,
comunicaram-se com a base, afirmando que não sabiam onde estavam e não conseguiam ver o solo. A conversação entre os pilotos e a base mostravam que os aviadores pilotos
estavam confusos e perdidos, e os aviões desapareceram. Em 1948, este tipo de ocorrência se multiplicou: em janeiro um avião com quarenta passageiros desapareceu, em
dezembro do mesmo ano, um outro. Em 1949, um avião de transporte. A partir daí, quase anualmente há um caso desse gênero, sem que até agora fosse encontrada uma explicação
razoável para os desaparecimentos.
Trol.
Na mitologia teutônica, são seres sobrenaturais, às vezes duendes, às vezes gigantes, que habitavam cavernas ou vales escondidos. Em geral são criaturas perigosas.
Turquesa.
Pedra semipreciosa usada pelos árabes como talismã de boa sorte.
Twardowsky.
O Fausto polonês. Fez um pacto com o Diabo e assinou com seu próprio sangue.
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