Os Mistérios da Magia

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V

Vallin, Pierre.  Figura central de um julgamento de bruxos realizado em Dauphine, França, a 15 de março de 1428. Ele confessou que por 63 anos havia servido ao Diabo, fazendo homenagem ao seu mestre beijando seus dedos, rejeitando Deus e recusando a cruz. Confessou ter sacrificado sua filha a Belzebu quando a criança tinha apenas seis meses. Invocou o Diabo para produzir tempestades, voar durante os sabás e fazer outros malefícios. Teve relações sexuais com o demônio, que aparecia como uma jovem, e levou outras pessoas a comer carne de crianças.

Vampiro.  Morto que retorna da sepultura na forma de um espírito para destruir ou sugar o sangue dos vivos. Bruxos costumam também tomar a forma de vampiros.

Vaso.  Ainda que os alquimistas e magos tenham usado de linguagem simbólica para passar seus conhecimentos, a Grande Arte é conhecida, especialmente quando se fala do Vaso, o Recipiente. O místico e filósofo alemão Jacob Boehme (1575 - 1624) fez com que muitos ocultistas acreditassem que o vaso é o próprio homem, o laboratório é a raça humana. Sem o conhecimento desse recipiente, ninguém pode chegar ao conhecimento. O auto-conhecimento é a base de toda tradição alquímica e secreta.

Vaudois.  Termo françês para os membros da seita dos waldenses. Depois que seus seguidores ficaram famosos por sua depravação sexual, no início do século XV, o termo passou a ser usado para todo demônio sexual. Os waldenses, que inicialmente faziam votos de pobreza e ascetismo, foram mais tarde identificados com a bruxaria.

Vaughan, Thomas (1621? - 1666).  Ocultista do século XVII e irmão do poeta Henry Vaughan (1621? - 1695). Escreveu sob o nome de Eugênio Pilateto e publicou dois pequenos livros. Em um deles havia um ensaio sobre Magia Adâmica ou Da Antigüidade da Magia. Vaughan acreditava que a magia sempre existiu no mundo, desde Adão. Mas o homem comum se assustava com esse conhecimento mágico e passou a perseguir os magos. Com isso, os magos esconderam seus conhecimentos e hoje poucos têm a sabedoria do que é a ciência oculta.

Veleda.  Profetiza entre os antigos germânicos. Raramente vista, vivia numa torre e entregava seus presságios apenas a mensageiros.

Vergonha, Beijo da.  No sabá, o beijo da vergonha surge depois que os membros completam o ritual de aliança com Satã. Surgiram acusações de beijos da vergonha entre os waldenses e os templários. Quazzo descreveu o osculum infame em seu compendium maleficarum, publicado em 1626: "Então fazem homenagem ele beijando-o nas nádegas. Depois desse ato abominável, procedem ainda a outras infâmias."

Vermelho, Dragão.  Manual de magia, baseado no Grande Grimório.

Vermelho, Homem.  Demônio das tempestades. Supõe-se que transforma sua fúria em tempestades quando um viajante apressado o tira de sua paz.

Vermelho, Livro.  O sabá é aberto com um ritual de aliança com Satã, que então abre seu livro vermelho e inicia a chamada dos presentes.

Vigias.  Seres celestiais, cujo trabalho é vigiar o trono de Deus. São os anjos que, com sua união sexual com as mulheres do planeta, deram origem a gigantes, que ensinaram ao homem as ciências, as artes e o oculto.

Vila.  Termo cigano para bruxa. Certos homens, a sétima ou a décima Segunda criança de uma família, costumam se apaixonar ou despertar paixão de uma vila.

Vintras, Pierre - Michel (1807 - 1875).  Ocultista francês do século XIX. Dizia ser a reencarnação de Elias. Fundou uma estranha seita, que se orgulhava de Ter realizado vários milagres. Depois da morte de Vintras, a seita foi dirigida por Joseph-Antoine Boullan (1824 - 1893), mágico que se dizia uma reencarnação de São João Batista.

Virgem.  Na astrologia, o sexto signo do zodíaco. Representa a forma dual do hermafrodita. Nos escritos esotéricos, simboliza castidade e, no plano intelectual, a realização das esperanças. Cabalisticamente, simboliza o plexo solar do grande e velho homem dos céus. É também a assimilação e a função distribuidora do organismo humano.

Virilidade.  Os ciganos misturaram o sangue de vacas, feijão e cabelo queimado tirado de pais de um menino para com isso fazer um líquido que aumente a virilidade. Para aumentar a virilidade de uma jovem, substituem sementes de abóbora por feijões.

Visgo.  Os druidas acreditavam que o visgo era um presente dos céus. Eles colhiam a planta no sexto dia da Lua Nova, marcando o início do seu mês. Dois touros brancos eram sacrificados, depois que um sacerdote, vestido de branco, tivesse subido na árvore para cortar o visgo com uma faca curva. Os druidas acreditavam também que uma bebida feita de visgo curava esterilidade e servia como poderoso antídoto. Essa planta parasita está sempre relacionada com ritos pagãos. Na Grã-Bretanha, é usada para proteger animais. Na mitologia escandinava, foi o visgo que matou o deus Balder. Na Suécia, acredita-se que tem o poder de revelar a existência de ouro. Na crença popular, é a fonte da vida.

Visões.  Diz Eliphas Lévi sobre as visões: "Todas as formas correspondem a idéias e não há idéia que não tenha a sua forma peculiar. A luz primordial, que é o veículo de todas as idéias, é a mãe de todas as formas e as transmite de emanação em emanação, modificadas de acordo com a densidade do meio. Formas secundárias são reflexos que retornam à fonte da luz emanada. As formas dos objetos são uma modificação da luz. Assim a luz astral está saturada por todos os tipos de imagens ou reflexos. Quando dormimos, este espetáculo se apresenta espontaneamente ante nós, e dessa forma os sonhos se produzem."

Vodu.  Culto originário de práticas africanas e popularmente identificadas com o Haití e certas regiões dos Estados Unidos. As cerimônias do vodu, derivadas do reino de Daomé, estão centradas na idéia do loa. Existem presentes para o loa, deuses cujos desejos devem ser satisfeitos pelos cultistas, seja na forma de velas, comida ou água. Essas ofertas por um indivíduo ou, em cerimônias mais elaboradas, pelo secerdote vodu.

Vodu, Danças de.  Danças e tambores são partes importantes do ritual vodu. A banda é uma dança dos mortos, conhecida também como dança dos Guedes e envolve a execução de rápidos movimentos do quadril. Tradicionalmente realizada nos primeiros dois dias de novembro.

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