Rosh Hashanah e Yom Kippur

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Os judeus acertam as contas com Deus.
Rosh Hashanah e Yom Kippur, os dias intensos, são as duas mais importantes celebrações do calendário judaico. Para os cerca de 15 milhões de judeus do mundo, o ano está acabando.
Mas, ao contrário das eufóricas comemorações que envolvem a passagem do 31 de dezembro no calendário gregoriano, Rosh Hashanah, a chegada do ano-novo judeu, é um momento de renovação espiritual e de reflexão,
que começa trinta dias antes e culmina dez dias depois, em Yom Kippur, o dia sagrado do perdão.

Este ano, Rosh Hashanah será celebrado no dia 30 de setembro e Yom Kippur no dia 9 de outubro.
Mas no primeiro dia de setembro, chamado mês de Elul, o toque do shofar , um instrumento feito de chifre de carneiro, já anuncia o início dessa jornada espiritual. É hora de acordar.

Quando se aproxima o Yom Kippur, somos despertados pelo tempo que bate em nossa porta é hora de ser judeu;
mais do que isso: é hora de ser gente".
O rabino Nilton Bonder, em seu livro Rosh Ha-Shana e Iom Kipur , fala.

Elul: um mês de preparação
A partir do toque do shofar, começa a contagem regressiva.
Os próximos quarenta dias vão combinar momentos de oração, de silêncio e de jejum com ocasiões festivas, de estar com a família e os amigos, de pedir desculpas, de fazer novas promessas, de desejar um ano-novo melhor.

É tempo de enviar cartões desejando a todos Shanah Tovah, o que quer dizer bom ano-novo. Além de reunir a família e os amigos, é costume em Rosh Hashanah visitar o túmulo dos antepassados.
Existe entre os judeus o sentimento de que os mortos queridos podem,
de alguma forma, interceder pelos vivos junto a Deus.

Rosh Hashanah: ano-novo
É Erev, véspera de Hosh Hashanah.
Ao entardecer, a família se reúne para uma refeição festiva, duas velas são acesas e todos mergulham num tempo sagrado, onde os objetos do cotidiano
são abençoados e ganham significados especiais.
Rosh Hashanah marca o início de um novo ano,  é o aniversário da criação do homem. Segundo o Gênesis, Deus criou Adão e Eva no sexto dia da Criação.

Do ponto religioso, é hora de reconhecer:
Deus é o único senhor e juiz de todas as coisas vivas!
É momento de tomar consciência de que nosso comportamento diante de Deus e do próximo será avaliado e julgado.
E uma última oportunidade de se arrepender é dada a cada um.

Thesuva: dez dias de arrependimento
Os dez dias entre Rosh Hashanah e Yom Kippur são chamados dias de thesuva .
Isto é de retorno, que é a palavra hebraica para arrependimento.
Thesuva começa quando o homem resolve parar de se considerar uma vítima inocente de um mundo predeterminado e encara de frente sua liberdade de escolha e suas responsabilidades em relação a Deus, a si mesmo e ao próximo.

Yom Kippur: o dia do julgamento final
Yom Kippur , o dia do perdão, é o mais longo jejum do calendário judaico.
São 25 horas de não-fazer.
Não comer, não beber, não trabalhar.
Diz a tradição que é para imitar os anjos.
Mas, antes de começar o jejum, há uma confissão coletiva na sinagoga, chamada viddui, e uma refeição com sopa e galinha, além do pão e do vinho, sempre presentes.
Ao sair para a sinagoga, os pais abençoam as crianças e acendem velas para os que já morreram.

A jornada está quase terminando.
Nos últimos minutos antes do pôr-do-sol, quando os Portões do Arrependimento se fecham, Deus dá a sentença final e escreve o nome de cada um no Livro da Vida do ano seguinte. Para a vida ou para a morte.

Rosh Hashanah e Yom Kippur são os Iamim noraim , o que quer dizer, em hebraico, dias intensos ou terríveis.
O sentido desses dois dias não está ligado especificamente à cultura judaica,
e qualquer um de nós pode extrair proveito em refletir sobre seu significado.

Fonte: http://geocities.yahoo.com.br/espiritualidadesdi/judeus_acertam_contas_com_deus.htm

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