ATAQUES DE PÂNICO
Pânico. Um grande sentimento de estar numa armadilha, sendo torturado, fora de controle. Medo mortal. Estas desconfortáveis sensações, são em algum grau, sentidas por todo mundo - talvez durante um acidente ou quando se tem de enfrentar o perigo. Mas, uma grande parte da população, experimenta aparentemente sem nenhuma razão, repetidos períodos de terror tão intensos que elas pensam estar morrendo ou ficando loucas. Estas pessoas são atormentadas por pânicos desordenados, uma doença que os mantém prisioneiros da própria ansiedade, medo e o medo do medo em si mesmo.
Ainda que os médicos tenham descoberto esta doença 12 anos atrás, 3\4 dos 3 milhões de americanos que sofrem com a Desordem, ainda não conseguem a ajuda que precisam para quebrar as grades da prisão do pânico. Muitas vítimas da doença, vão de consultório a consultório por décadas, e perdem anos de suas vidas, tentando descobrir o que há de errado com elas. O que faz este cenário tão trágico é que a variedade de terapias poderia tirar 70% a 90% das pessoas com problemas de pânico da doença.
ATAQUES DE PÂNICO É UMA DAS SITUAÇÕES MAIS TERRÍVEIS E ESTRESSANTES QUE UMA PESSOA PODE PASSAR.
O ROSTO DO MEDO: Desordens de pânico, que geralmente aparecem durante os 25 e 35 anos, afeta duas vezes mais mulheres que homens. Os ataques que caracterizam a condição acontecem a qualquer hora do dia ou da noite, e, ainda que durem apenas por segundos ou minutos, deixam a pessoa arrasada por muito tempo. "Freqüentemente a antecipação de ter um ou outro ataque é mais intimidade que o próprio ataque em si", diz a Dra. Ross, clinica e diretora do Ross Center for Anxiety and Related Disorders.
Ao lado das surpresas dos sintomas físicos, os doentes sentem-se desgostosos pela sensação de que uma sina maldita os persegue e um sentimento de não realidade. Freqüentemente pensam estar tendo um ataque do coração, um derrame cerebral, enlouquecendo.
Ainda que algumas pessoas que têm Ataques de Pânico de alguma forma consigam continuar "funcionado", outras são obrigadas a abandonar empregos e amizades. O impacto devastador que isto tem em suas vidas, é o motivo pelo qual muitas pessoas iniciam o uso de drogas e álcool.
Um número substancial de pessoas, desenvolve AGORAFOBIA, isto é, evitam situações onde imaginam que um terrível ataque venha a acontecer, ajuda poderia ser inviável ou uma fuga rápida do lugar difícil. Agorafóbicos, talvez fiquem sem condições de comer em restaurantes, viajar em carros, aviões, atravessar grandes avenidas ou fazer compras em supermercados. E se eles estiverem seriamente atingidos, é possível que não saiam de casa sozinhos. Agarram-se a familiares e amigos na medida de seus medos.
Somente 10 anos atrás, pessoas com Pânico eram rotuladas de hipocondríacas, neuróticas ou que se fingiam doentes para não assumirem responsabilidades. Hoje em dia, no entanto, a causa da doença, é ainda obscura, mas estudos indicam que os imprevistos ataques são ocasionados por uma anormalidade bioquímica. Evidencias indicam, por exemplo, que parte do cérebro não funciona bem, enviando para o corpo falsos sinais de desastre eminente. Mas estas conclusões estão ainda em estudo.
Ainda que se suspeite que hereditariedade tenha a ver com a doença, muitas pessoas não trazem nenhum caso na família. Freqüentemente o primeiro ataque é causado por stress físico ou emocional envolvendo perdas ou separações.
OBSTÁCULOS PARA SE CONSEGUIR AJUDA.
Uma das razões para que os sofredores de Pânico fiquem com o médico tradicional por longo tempo, é que eles sentem que existe um estigma ligado àqueles que vêem psicólogos, psiquiatrias. Outra razão é que pensam estar sofrendo de uma doença física. E muitos correm para o Pronto Socorro, onde são feitos extensivos e caríssimos exames, especialmente naqueles que dizem sofrer dores no peito e coração. Geralmente estes testes são negativos, por este motivo, as pessoas podem começar a pensar que o problema não é real e então não dar o devido tratamento ou atenção. Elas podem sofrer futuros ataques em silêncio, ou serem compelidas a ir em busca desesperada de um diagnóstico preciso. Outro obstáculo para conseguir-se ajuda, recai sobre o fato dos médicos da família nunca pensarem em PÂNICO, quando vêem os assustadores sintomas físicos do paciente.
ESCOLHAS DE TRATAMENTO:
Dois caminhos paralelos para o tratamento do Distúrbio. do Pânico têm sido usados nos últimos 12 anos: medicação e educação comportamental e cognitiva. Certas medicações podem bloquear ou reduzir os aterrorizantes sintomas do pânico, enquanto terapias sem uso de drogas podem ajudar o paciente entender o que está acontecendo com eles e podem aprender técnicas especiais para ajudá-los a lidar com os assustadores pensamentos e sentimentos.
No passado, especialistas divergiam da melhor maneira de tratamento, mas hoje a maioria dos especialistas concorda com a necessidade de drogas e terapia. Não há um melhor tratamento para todos os pacientes. O tratamento deve ser específico, conforme as necessidades de cada um, diz James Ballenger, MD Universidade Carolina do Sul. Exercícios e relaxamento são importantes armas no combate ao pânico.
TERAPÊUTICA SEM DROGAS:
Os sofredores dos DP, tendem a ter uma super reação, aos enormes e diferentes sintomas em seu corpo, como as palpitações, respiração curta, mas podem aprender a mudar estas percepções irracionais, que freqüentemente provocam os ataques, através de novos comportamentos e terapias criadas para ajudar separar pensamentos realistas dos irreais.
Uma das terapias trabalha em ajudar o indivíduo começar a fazer coisas que deixou de fazer por medo. Alguns terapeutas estão tentando uma técnica chamada Tratamento para Controle do Pânico, onde o paciente é ensinado como lidar com o medo, antes e durante, e depois do ataque. Por exemplo, uma paciente que experimente sensação de sufocar, vai perceber, no consultório médico, que ainda que experimentando sensações muito desagradáveis, não vai morrer, ficar louca ou ter um ataque do coração.
Desordens do Pânico, são diagnosticadas quando: você tenha tido 2 ou mais ataques e pelo menos um destes ataques é seguido por medo constante de ter outro. Deve ocorrer espontaneamente, vindo do nada, com mais de 4 das sensações:
Intenso terror - do tipo mais apavorante que você possa imaginar.
Tremedeiras
Suor
Dormência das mãos e pés
Flashes de calor ou frio
Respiração curta
Tontura
Desconforto no peito
Sensação de não realidade (despersonalização)
Náuseas
Sensações de choque
Sensação de sufocar
Medo de perder o controle, estar ficando louco, morrendo
Tenha certeza de que você não tem nenhum dos seguintes problemas: hiperventilação constante, problemas de tireóide, hipoglicemia, Válvula mitral prolapso, síndrome pré-menstrual, labirintite, uso indevido de drogas, ou constante de cafeína. Eles podem causar ou agravar o problema.
SE VOCÊ ACHA QUE TEM PÂNICO, PROCURE AJUDA ESPECIALIZADA. SOMENTE UM MÉDICO OU PSICÓLOGO PODERÁ LHE DAR UM DIAGNÓSTICO CORRETO.
O QUE VOCÊ PODE APRENDER COM MEDITAÇÃO.
Durante o ataque de pânico, somos consumidos pelo medo. Sentimos as desconfortáveis sensações em nosso corpo e tememos pelo seu significado (vou desmaiar, perder o controle, morrer). Olhamos nossa volta e pensamos: "Não há ajuda para mim aqui". Reforçamos estas sensações e pensamentos criando horríveis imagens de que algo terrível acontecerá conosco. Muitos dos pensamentos e imagens estão fora de proporção. Para ganhar controle sobre estas emoções precisamos aprender a desligar destas distorções. Nós não desenvolveremos esta habilidade esperando o próximo ataque, aí será muito tarde.
Nós o aprendemos em momentos que estamos relaxados.
Valores sobre meditação:
Você aprende a sentar, relaxar e respirar calmo, não se esforçar. Aquietar a mente, os pensamentos e adquire a habilidade de observar a si próprio, conhecer todas as reações do corpo.
Aprende a se focar em somente uma coisa em dado momento. Reduzindo o número de pensamentos que passam por sua mente em um período, você se habilita a pensar com claridade e simplicidade sobre o objetivo que pretende alcançar.
Aumenta sua habilidade de analisar todos os seus pensamentos e concentrá-los em algo que deseje. No início é difícil mas com o treino você chega lá. É como aprender a escrever, todos os dias você olha as letras, treina, mentaliza e finalmente é automático.
Você aprende a conhecer seus medos, preocupações e ao mesmo tempo se desligar destes sentimentos. Desta maneira você pode aprender sobre seu problema ao invés de ser consumido por ele. Aprende que comanda seu corpo com seus pensamentos, e aprende como fazê-lo.
Corpo e mente estão INTERLIGADOS . Tente esta experiência. Feche seus olhos, ponha toda sua atenção em seu dedo da mão e veja o que sente. Normalmente após 2O segundos você o sente pulsar. Quão freqüentemente você nota seu dedo pulsando. Provavelmente nunca, você nunca pensa sobre seu dedo. Agora pensa o que você faz quando sente seu coração batendo rápido, você põe toda sua atenção nisto.
Se é tão fácil aumentar seus sentidos e sensações somente prestando atenção em seu dedo, imagine o que acontece quando você se foca em todas as sensações durante o ataque de Pânico. O que acontece? Naturalmente o ataque se torna um exagero, você não pensa em nada mais, não vê nada à sua volta, quanto mais você presta atenção mais ele aumenta. Se você estiver em uma loja ou restaurante, você vai passar a associar o Pânico com o lugar, ainda que não tenha nada a ver, o que agride não é o exterior, é o interior.
Com a terapia você vai aprender a formar uma nova e acurada percepção dessas estressantes mudanças físicas e emocionais. Então quando o seu ALARME ligar sem razão, você irá reconhecer isto claramente e não ficar horrivelmente assustado pelas sensações.
A menos que a pessoa esteja em profundo stress, eu prefiro iniciar o tratamento com CBT (que é a terapia para se mudar pensamentos e comportamentos em relação ao pânico).
Por mais efetivo que sejam os tratamentos ainda há muitas barreiras. Primeiro o próprio paciente que tenta esconder os sintomas do resto do mundo. Para muitos, esconder a doença se torna um trabalho de tempo integral e muitas vezes os familiares nunca ficam sabendo da doença. Desconhecimento da doença pelos médicos é o segundo problema.
Outro problema é que os médicos se apegam ou só a medicamentos ou só à terapia para resolver o problema. Um famoso médico dos Estados Unidos diz que
Pânico tem muitas faces, e é governado por diferentes neurotransmissores. Um sem número de neurotransmissores foi identificado, e mesmo pacientes com mesmos sintomas podem estar sofrendo desordens em diferentes partes dos neurotransmissores.
A regra de ouro sobre medicamento: se em seis meses, não houve melhora, o remédio tem de ser trocado, pois não atingiu o problema. Se seu médico não quiser trocar o medicamento, troque de médico.
Fonte: www.silvanaprado.psc.br
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