Uma Visão Holística dos limites do ser humano:

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Por que o homem é ainda ‘tão infeliz, tão desconhecido dentro de si próprio, tão impotente dentro de seus próprios limites?

Em milênios de civilização, o homem como ‘animal superior' na escala zoológica, uma vez pensante, foi priorizou suas necessidades vitais, na justa medida ou ordem: alimentar-se, proteger-se do tempo, reproduzir-se, preservar sua vida e a do clã, organizar-se política e socialmente.

Logo ao tornar-se sedentário, desenvolveu-se a questão da propriedade, das relações de troca e em conseqüência, a criação da moeda e o comércio rudimentar.

Nestes tempos não é admissível ter exigido que o homem ter sido um ‘gentleman', um expert em relações humanas, em políticas internas e um excelente embaixador, um negociador megaeficiente.

Também seria no mínimo infantil esperar dele um autoconhecimento quase perfeito, uma autocrítica isenta de paixões, vaidades, um alto grau de sentimentos bons, puros, um caráter acima das menores suspeitas. As ciências nasciam simples e muito rudimentares.

Assim, vem o homem vivendo através dos tempos sua própria gestação, infância, adolescência (expressão bem moderna neste caso), juventude, idade adulta e quem sabe ainda chegará à sua própria maturidade.

O que hoje possuímos de melhor em saber filosófico, (onde está a verdadeira raiz de sua de suas grandes faculdades), foi justamente dado como pílulas ou lições, em tempos bem remotos, exatamente nos primórdios de sua própria ‘civilização', a meu ver, incompleta, nem tão evoluída assim!

Exatamente nesta fase, luminares de nossa filosofia e religião aqui viveram, plantaram sementes e deram grandes lições não totalmente absorvidas ou superadas, pela sua pureza e qualidade de princípios.

Desde então, iniciamos sua interpretação, aplicação e desdobramento dos maiores ensinamentos que ‘ele' o homem recebeu.

Agora nos parece longínqua a expressão: “homem das cavernas”.

Mas, algo o homem de hoje ainda não domina tanto, não reconhece facilmente, ainda parece estar longe o dia em que irá compreender uma grande realidade de si próprio: o homem sente, ama, “odeia”, ou seja, ele tem emoções, tão profundas e reais quanto o seu pensamento, uma energia que ainda não domina, forças que dificilmente conceitua como complementares – o homem é racional, mas antes de tudo, é um ser emocional, e também espiritual, uma veia que lateja, mesmo nos menos dotados de ‘saúde mental'.

Quem sabe por isso ele ainda é muito infeliz, inapto a compreender seu próximo, dificilmente altruísta, extremamente frustrado.

A psicologia, a psiquiatria, a filosofia e a religião, estão a seu serviço, minha impressão é de que ele próprio inverte esta ordem.

Parece que ele próprio ainda ‘não sabe' como trazer para o seu mundo prático e particular tudo o que já foi descoberto, testado, reconhecido sobre ele próprio e que infelizmente teima em ignorar.

O saber holístico que hoje se faz necessário leva-nos a compreender as grandes verdades implícitas nestas quatro grandes vertentes. Esta é a chave para minimizar seus conflitos internos. A partir daí, ele compreende-se, aceita-se, compreende e aceita seu próximo, e finalmente “com esta visão holística dá as mãos e constrói um mundo melhor”.


DENISE CAMILLO:
Editora e revisora, Administrador de Empresas, Locutora e Produtora de rádio.
Participou de Coletâneas pelas Editoras TABAS Cultural e Litteris Editora, na década de 90 nas categorias prosa poética e poesia.
Estreou no quadro “Novos Talentos”, do Programa Musical “Melodias de Todos os Tempos”, Rádio Carioca (1993), produziu e apresentou a “Crônica do Dia”; “Novos Talentos” e “Curiosidades” do programa, onde integrou a equipe de produção.

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