Por Denise Camillo
Num primeiro momento, pensar Planejamento Familiar, é pensar uma questão, um problema tão antigo quanto real: a fome; a miséria; a falta de saúde e assistência médico-social; a falta de moradia dígna; a exclusão; o analfabetismo; a falta de educação, instrução, cultura; falta de espaço físico no lar; falta de opções de lazer para todas as idades; falta de cuidados e atenção maternos; falta de tranqüilidade; enfim, a muitos dos direitos indispensáveis a todos os cidadãos.
Num segundo momento, pensar e agir a favor do Planejamento Familiar é entender, aspirar e lutar eficientemente pelo Brasil que desejamos para todos nós.
Nossa necessidade não é de discursos inflamados de “boas intenções”, com o fim de aumentar a já imensa e não menos antiga distância que separa ricos de pobres, nobres de plebeus. Nossa necessidade não é da despreocupação e irresponsabilidade tão destruidoras, nunca isso foi tão verdade. Nossa necessidade não é da violência, o problema do momento, cujo crescimento e poder estão intimamente relacionados à este ”desinteresse e descaso” pelo social no Brasil. Pagamos o preço em perdas de vidas, instabilidade na manutenção de muitas famílias, na restrição à mera liberdade e segurança pessoais nas vinte e quatro horas do dia, em todos os lugares.
A grande bandeira e “arma” no bom sentido, é a aproximação, a atitude, o pôr em prática, o discurso verdadeiro que excede a palavra vazia, pois que não se conforma com nosso estado de coisas: “era assim, sempre foi assim, deve ficar assim...”; “pobre tem que morrer...” “lavo minhas mãos...”; tal como Pilatos e “justus veríssimus” (famoso personagem) da vida e do Brasil.
A voz que não quer, não pode, não vai calar jamais é a “ CARTILHA sobre Planejamento Familiar – Direito do Casal, Dever do Estado ” editada pela Grande Loja Maçônica do Estado do Rio de Janeiro – GLMERJ, ACOMI e o Círculo Feminino Claudia Zveiter, cuja importância no cenário sócio-político-econômico-educacional é semelhante ao alicerce de uma grande e nova construção que irá transformar o momento crítico que atravessamos.
É a ação social, que usa de recursos próprios, amparada por Lei, para levar ao povo, o que é seu por direito, pois os tem, mas não sabe exatamente quantos, como, por quê . Está tão ocupado com seus graves problemas, que começam na esfera doméstica e chegam a hospitais públicos, delegacias, penitenciárias, e tribunais no mais das vezes como réus e verdugos, quando na realidade são réus sim, mas do sistema.
Desde que existimos como país, está é a lei – esta ERA a Lei. Felizmente a GLMERJ encontrou a solução para combater um de nossos grandes males pela raiz, amparados contra toda e qualquer crítica e intromissão. Transcritos na CARTILHA estão o art. 226, parágrafo 7º da Constituição Federal e Art. 1565, parágrafo 2º do Código Civil. Fazem jus a um atraso aproximado de quarenta anos, pois a revolução trazida por métodos anticoncepcionais eficientes e sua conscientização não atingiu as classes sociais menos esclarecidas e portanto mais carentes.
No entanto, a voz de um grande idealista e defensor do bem e do progresso social está agora mostrando que não seremos mais meras testemunhas desta triste realidade.
O Past Grão-Mestre da GLMERJ (Grande Loja Maçônica do Estado do Rio de Janeiro), Waldemar Zveiter, Presidente da ACOMI; A Presidente do Circulo Feminino Claudia Zveiter, Cecília Zveiter e o Serenísimo Grão-Mestre, Luiz Zveiter, numa feliz iniciativa, elevaram a GLMERJ, à categoria de vanguarda, como líderes autênticos deste movimento em prol do controle populacional desordenado, ao abraçar uma causa tão nobre.
DENISE CAMILLO:
Editora e revisora, Administrador de Empresas, Locutora e Produtora de rádio.
Participou de Coletâneas pelas Editoras TABAS Cultural e Litteris Editora, na década de 90 nas categorias prosa poética e poesia.
Estreou no quadro “Novos Talentos”, do Programa Musical “Melodias de Todos os Tempos”, Rádio Carioca (1993), produziu e apresentou a “Crônica do Dia”; “Novos Talentos” e “Curiosidades” do programa, onde integrou a equipe de produção.
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